CAPONANG: Bandidos feitos lotadores criam empresa para extorquir taxistas no São Paulo
Taxistas que circulam no São Paulo, em Luanda, denunciam a existência de uma empresa, cujos funcionários se dedicam a cobranças de dinheiro aos taxistas, com o olhar impávido dos agentes da polícia.
Por: Alfredo dos Santos 'Talamaku'
De acordo com os taxistas, um grupo de bandidos identificados com coletes de uma empresa chamada CAPONANG, nos últimos dias, obriga ao pagamento de 100 Kwanzas, situação que tende a piorar pelo facto de eles agirem com tamanha ferocidade aos olhos da polícia.
"Eles dizem pertencer a essa empresa, mas não nos dizem qual a real actividade que desenvolve", disse Adão Roberto.
De acordo com um funcionário de um dos armazéns do São Paulo, "os marginais dizem ter certificados do Ministério dos Transportes, dai a empresa, 'CAPONANG' actuar, pedindo os 100 Kwanzas para a segurança das chamadas 'Placas' (locais criados por lotadores de carros em serviço de táxi, sem deixar de fora moto-taxistas).
O pavor instalou-se no seio dos taxistas, já que a maioria desses funcionários são marginais bem conhecidos na urbe, muitos dos quais com passagem pela polícia.
"Nós desconfiamos que existe um link entre efectivos da esquadra móvel que fica bem ao lado da 'placa' e os marginais", supôs Óscar de Brito, socorrendo-se da maneira como procedem com os taxistas, ameaçando com armas brancas quem não pagar o valor exigido.
"Eles ferem taxistas e cobradores, mas a polícia não faz nada", assegurou, salientando que, hoje, "um grupo de marginais criou uma suposta empresa para legitimar as suas práticas criminais".
Em conversa com um lotador de taxi, este jornal ficou a saber que os marginais, com a criação da CAPONANG, sentem-se mais a vontade: conversam com a polícia, vão cedendo cigarros e dinheiro para comprar bebida.
"Eles são nossos amigos", garantiu. Disse ainda que os representantes da aludida empresa nas "placas" não fazem praticamente nada.
"Os lotadores de táxi trabalham de forma isolada, normalmente são três ou quatro elementos, mas eles não trabalham connosco. Nós chamamos os passageiros e colocamos nos táxis e pedimos 50 Kwanzas, mas o grupo dos representantes da empresa recebe o dinheiro sem fazer nada, diz que pertence a uma empresa que os manda aqui", contou.
Os taxistas, em sede da verdade, pedem o rápido pronunciamento das autoridades afins para que se esclareçam as inquietações.
"Precisamos que o Ministério dos transportes ou os Órgãos da Polícia Nacional venham a público explicar sobre esta empresa, antes que se enraize em toda Luanda", rogaram.











