Família atingida por tiros durante assalto já respira de alívio no Paraíso
Os três membros da mesma família (mãe e dois filhos), que, no passado dia 20 de Maio, no bairro Paraíso, foram atingidos a tiros por marginais durante um assalto, à sua residência, já regressaram à casa, depois de terem visto as suas vidas em risco.
Por: Kihunga Bessa
Conforme retratou o NA MIRA DO CRIME, o seu estado de saúde inspirava muitos cuidados. Este final-de-semana, a nossa equipa de reportagem deslocou-se até à casa dos mesmos, depois de quase uma semana internados.
Dona Nzumba, de 35 anos de idade, contou todo o terror vivido naquele dia, a partir das zero horas quando dois homens trajados de preto, munidos com armas de fogo, entraram no quintal, bateram a porta, alegando serem polícias.
"De repente, arrombaram os gradeamentos de casa, e nós gritávamos, pedindo socorro, mas os marginais diziam que ainda que gritássemos, ninguém viria atrás deles", disse, sublinhando que foi nessa altura que efectuaram disparos que atingiram os dois filhos.
Acrescentou ainda que quando os marginais entraram em casa, perguntavam pela sua irmã mais velha e exigiam as perucas e telemóveis da família.
Foram entregues apenas duas perucas das seis meninas que viviam na casa e um telefone.
Não satisfeitos, os mesmos alvejaram a mãe e ainda levaram uma das sobrinhas de 20 anos até a uma distância de 200 metros de casa, onde a tentaram violar.
"Eles mandaram-me despir, mas um deles disse que devia regressar para chorar a mãe que, na óptica dele, estava morta", disse a jovem.
Dona Nzumba refere que a acção dos dois marginais durou quase uma hora.
Depois de já terem ido, apareceu um vizinho que socorreu a família, mas pelo caminho, depararam-se com um carro da polícia que os levou até ao hospital municipal de Cacuaco de onde foram transferidos para o Américo Boa vida, onde permaneceram durante uma semana.
Nesta altura o estado de saúde da família é satisfatório, apesar de seguirem os tratamentos médicos num posto de saúde do bairro.











