A milhas da Baía de Luanda: Forças da Ordem recuperam navio furtado por 11 nigerianos
Casos de tentativa de navios furtados em território nacional, principalmente por cidadãos nigerianos, começa a trazer sérias preocupações no seio das Forças da Ordem, pela petulância que os acusados mostram.
Por: Na Mira do Crime
Uma investigação aturada por efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do Departamento do Porto de Luanda, em coordenação operativa com a Polícia Fiscal Aduaneira, SINSE, AGT e a Segurança Portuária, culminou com a detenção de 14 cidadãos, sendo 11 nigerianos e três angolanos, com idades compreendidas entre 37 e 52 anos de idade.
De acordo com o Porta-voz do SIC-Geral, Superintendente-chefe Manuel Halaiwa, a operação foi aberta no dia 18 de Maio do ano em curso, depois de uma denúncia.
De acordo com o oficial, os detidos são tripulantes de um navio de pavilhão nigeriano rebocador, e pretendiam subtrair de forma fraudulenta do território nacional, o navio denominado “Garcia 1”, antes pertencente a empresa World Wide International, sendo que agora pertence a empresa Birly You Holdings International, detida por um cidadão sul coreano.
“O esquema é considerado crime de furto, e foi engendrado pela empresa Birly You Holdings International, e há suspeita de a mesma já ter vendido a embarcação. Não querendo se sujeitar aos encargos tributários relativos a venda, atraiu estes tripulantes nigerianos para fazer sair de forma fraudulenta do território nacional o navio Garcia 1”, observou.
“Das investigações preliminares em curso”, continuou, “levanta-se fortes suspeitas de que estes indivíduos não estão a agir de forma isolada, tudo indica que estão a receber auxílio de outros cidadãos a nível do território nacional”, suspeitou.
Vale realçar que o navio Garcia 1 já estava a mais de 2 milhas da Baía de Luanda. No entanto, disse o oficial do SIC, com a cooperação das forças conjuntas, foi possível impedir que os acusados levassem a embarcação para a Nigéria.
Dos três angolanos detidos na operação, dois são funcionários da Capitania de Luanda e o terceiro funcionário da empresa Birly You Holdings International.
Recentemente, uma acção idêntica envolveu 10 cidadãos, também nigerianos, que pretendiam através de um rebocador de pavilhão nigeriano, furtar um outro navio denominado Ngoldande, pertencente ao Estado Angolano, através da Sonangol Shipping.











