Calemba-02: Marginais tomam de assalto bairro "Farmácia" por falta de policiamento
A "paragem da Farmácia", situada no bairro Calemba II, tem sido alvo de preocupação crescente devido à sua reputação como uma região marcada pela violência. Com uma atmosfera sombria e ruas mal iluminadas, este bairro tornou-se num verdadeiro desafio para os moradores e autoridades que buscam melhorar a segurança pública.
Por: Ana Valéria e Luís Manassa (Estagiários)
A violência é uma realidade quotidiana no Bairro Calemba II-Farmácia. Relatos de assaltos, roubos e até mesmo homicídios se tornaram comuns na região. Os moradores vivem com medo constante, temendo pela segurança de suas famílias e propriedades.
As crianças são particularmente afectadas, muitas vezes, sendo privadas de uma infância tranquila e segura. As actividades de gangues são constantes na urbe.
Esses grupos criminosos estabeleceram o seu domínio nas ruas, perpetuando um ciclo vicioso de violência e instabilidade.
Segundo Ana, vendedora numa pracinha, o bairro é a "boca do Leão", porque não há hora para assalto e que não é um bairro que ela aconselha para se viver.
Já Júlia diz que os visitantes são recebidos da pior forma e que não se pode andar fora de hora, porque o perigo existe a todo momento.
A senhora Magda que vende fardo na pracinha local diz que só não a mexem por ser antiga, salientando que os próprios lotadores são os mesmos que fazem tais práticas.
O que parece estranho para os moradores é o facto de ser um bairro que está defronte a polícia, mas esta não se faz sentir quando o assunto é combater a criminalidade.
Segundo Marta Augusto, a zona da Farmácia tem muita bandidagem. "Todos os dias somos vítimas de assaltos, coisa que se torna quase um hábito para nós, porque todos os dias nos assaltam e não há policiamento, os amigos do alheio tomaram conta desta localidade", refere.
Berta é uma senhora modista e afirma que já foi vítima de três assaltos e que o último quase que perdeu a sua vida.
"Não aconselho ninguém a viver nesta localidade, porque além da bandidagem, o bairro não tem saneamento básico, os amigos do alheio naquela comunidade não têm hora própria de actuação", reiterou.
Junto ao bairro há uma paragem denominada "paragem proibida", local onde todos os dias os marginais fazem e desfazem.
"Já roubaram motorizadas, telefones, dentre inúmeros produtos", relatam os moradores











