Bairro Tempo Muda sitiado - Marginais ditam regras e impõem horários de circulação
O Na Mira do Crime, em visita de constatação, esteve no bairo Tempo Muda depois de ouvir o insiste clamor dos moradores que vivem “sitiados” por marginais que “ditam as regras”, fazem contróis e impõem horários de circulação, assaltam moto-taxistas, estudantes, recebem os bens das senhoras que vão ou regressam dos mercados, principalmente o do Km 30, e quem circular entre as 19 e 23 horas sofre as consequências
Por: Kiamukula Kanuma
A nossa equipa de reportagem apurou que o apelidado “Sentença”, de 21 anos de idade, é o bandido mais temido da área, que “coordenava” os vários grupos locais. Porém, nos últimos dias, o marginal trocou a cidade de Luanda pela de Malanje, por decisão da mãe, que teme pela vida dos filhos, que correm o risco de ser mortos a todo instante, atendendo que Sentença passou a “experiência” criminosa para os dois irmãos menores.
De acordo com o coordenador do bairro Tempo Muda A, “depois do Sentença, que agia em todo os grupos, os grupos de marginais que nos têm tirado o sono são ‘os Ngoy’, que atormenta toda Baixa de Cassanje, ‘os Mbinza’, ‘os Camacoya’, cujos líderes são o Deleva, Lau, Big Joy e o Miquei. São miúdos com idades entre os 14 e 19 anos”, disse ao Na Mira do Crime o nosso entrevistado.
Continuando explicou que os marginais recebem o material escolar dos alunos, o jantar das senhoras provenientes do mercado do Km 30 e arredores, dinheiro dos motoqueiros e fazem contróis.
Os bandidos, para as suas acções, usam facas, catanas e ferros pontiagudos. “A partir das 18 horas a zona começa a ficar isolada, se tivermos que nos deslocar é por extrema necessidade, temos que fazê-lo em grupos, no regresso da escola os alunos entregam-se a Deus”, frisou.
“Os locais predilectos deles são a entrada do embondeiro e a escola do Mufim; e actuam das 19 às 23 horas. Quanto à violações, ultimamente já não se fala tanto, nisso eles estão calmos, só roubam mesmo dinheiro e os bens das pessoas que transitam”, acentuou.
O cidadão, bastante preocupado, clama pela presença da Polícia, “que passam por aqui às vezes, mas nós precisamos e queremos mais presençapolicial”, exigiu.











