São Pedro da Barra: Bandidos roubam combustível em camiões-cisternas em plena via pública
A prática é bastante antiga e não se tomam as medidas adequadas para contê-la, talvez a espera de que aconteça o pior. Marginais, e não só, aproveitam-se do engarrafamento, chegando ao ponto de criar dificuldades na via, para fazer com que os camiões - cisterna de transporte de combustível afrouxem, ou parem, para abrir as torneiras e sacar combustível
Por: Kihunga Bessa
De acordo com moradores que denunciaram ao Na Mira do Crime a continuação de prática criminosa, os meliantes postam-se com baldes ao longo da rua que passa pelo bairro, a espera dos veículos que transportam combustível, provenientes das bases de carregamento da Pumangol e Sonangol, localizadas junto à praia de Cancún.
Quando as viaturas afrouxam ou param, por constrangimentos na via, às vezes propositadamente criadas, ou ainda por causa de engarrafamento, os mesmos abordam sorrateiramente as viaturas, abrem as torneiras e sacam o combustível, gasolina ou gasóleo.
Geralmente, os camiões retomam a marcha e já não dá tempo para fechar a saída de combustível que vai jorrando ao longo do trajecto.
Uma situação que pode ser bastante perigosa e causar sérios danos materiais e perdas de vidas humanas, porque o asfalto fica escorregadio ou em caso de fogo, por exemplo.
Esperança Bartolomeu, moradora do bairro há sensivelmente 20 anos, explica que a prática é antiga, já se fazia muito antes da asfaltagem daquela rua do bairro São Pedro da Barra, "mas, actualmente, as coisas pioram cada vez mais, porque devido ao desemprego, verifica-se um aumento de jovens nas ruas", explicou.
Já no ponto de vista de Francisco da Fonseca Maria, em alguns casos, existe combina entre os motoristas e os próprios meliantes.
"É combina deles, porque os motoristas sabem, e mesmo não tendo engarrafamento eles afrouxam de propósito para que eles saquem combustível", descreve.
Os moradores dizem ainda que, por causa desta prática, já morreu muita gente, ou seja, ao tentar tirar combustível há quem caí e é atropelado.
Além disso, referem, temem pelo pior, como casos de incêndio, uma vez que o produto roubado é inflamável e armazenado em uma obra do antigo centro de saúde Ana Paula de são Pedro da Barra, um local sem segurança.
Outra situação que preocupa os munícipes é o facto de o local onde os meliantes realizam essas actividades ser a escassos metros de um destacamento policial daquele bairro, pelo que os agentes do mesmo também têm noção da prática.
A nossa reportagem esteve no terreno e tentou ouvir de um desses meliantes sobre a finalidade que é dada ao combustível roubado.
A resposta foi que é comercializado e o dinheiro obtido serve apenas para a “nguenda” (desbunda), como disse um jovem identificado por Estevão.
Contudo, eles afirmam que fazem mesmo muito dinheiro, porque com a subida do preço do combustível (gasolina), também aumentaram os seus preços; por exemplo, cinco litros de gasolina que os mesmos comercializavam a 600Kz, agora passou a 1200Kz; já o bidão de 20 litros, antes vendido por 2500Kz, agora custa 4800Kz.
Questionados sobre a possível divisão dos valores com os motoristas, nada disseram. Os munícipes clamam por maior atenção por parte das autoridades policiais e órgãos afins e a quem caiba direito. *(Com Justina Pequeno- Estagiária)











