Capturados marginais que assaltaram mais de 20 apartamento do Kilamba
Efectivos da Polícia Nacional colocados no Comando de Belas, detiveram um jovem proveniente da província Bié, de 22 anos de idade conhecido como "Far Way", considerado o bandido mais perigoso da Centralidade do Kilamba.
Por: Kihunga Bessa
Reza a história que “Far Way” chegou à província de Luanda com apenas 16 anos, tão logo chegou a capital, foi levado por amigos até a casa de uma curandeira, de nome dona Paula, moradora do município de Viana, onde recebeu um pó e uma pulseira para facilitação das acções criminosas.
Depois de ‘lavado’, escolheu a Centralidade do Kilamba como o alvo predilecto, uma vez que, aconselhado pelos amigos, foi considerada a zona com mais facilidade de assaltos e obtenção de lucro fácil.
“A dona Paula dá apenas três meses para realização dos assaltos e dentro destes meses temos assaltar 25 casas, estes assaltos são todos feitos a base do feitiço, depois temos que voltar para renovar”, explicou.
Far Way revela ainda que a primeira vez que a polícia o prendeu rebentou-lhe uma corda, e ficou maluco.
“Quando saí um dos seus amigos levou-me para tratamento”, e nem mesmo assim ganhou juízo, voltou para os serviços da dona Paula.
“Quando fiquei bom fui outra vez para a dona Paula, e me deu um pó, que compramos no mercado dos Kwanzas, ao preço de 5 mil kwanzas” recordou.
O bandido conta que o pó serve para adormecer os donos da casa enquanto rouba, e a pulseira para sinalizar os bens que existem no interior da residência, como também serve para abrir a porta, ainda que esteja bem esteja bem fechada.
"É só por o pó na boca e por baixo da porta, eles adormecem profundamente até terminar acção toda", disse.
Explica ainda que antes de obter o pó e a pulseira, primeiramente deve passar por um banho para protecção do corpo. “Já assaltei mais de 26 casas nesta Centralidade”, gabou-se tendo acrescido que está no mundo do crime há seis anos.
Laton: o Homem Aranha
Quem também foi detido pela Polícia, é o marginal conhecido como Laton (Homem Aranha”, reincidente nestas práticas criminosas.
O Homem Aranha do Kilamba, trocou de nome e o modus operandi. Com os seus amigos, na madrugada de quarta-feira, 12, escalaram um escritório na referida centralidade, onde encontraram um dos funcionários.
Com uma faca, esfaquearam o peito da vítima e sob ameaças de morte levaram vários computadores.
Depois dos assaltos, Laton conta que escondiam os meios roubados num matagal nos arredores do Kilamba, e posteriormente levados ao mercado onde eram comercializados.
Segundo os meliantes, o dinheiro conseguido dos roubos servem para sustentar os vícios e nada mais. Destes grupos foram também recuperadas duas armas de fogo.











