Braço-de-ferro entre polícias e bandidos: Marginais ‘varrem’ ruas dos bairros Mirú, 6, Genix e Caprédio em Viana
Nos últimos dias, os populares dos bairros Miru, Segunda rua do 6, Genix, Caprédio, situados no município de Viana, estão totalmente agastados pelo facto de a zona estar infestada por muitos meliantes e não haver tranquilidade para circularem
Por: Na Mira do Crime
De acordo com os moradores, os meliantes actuam a partir das 5 horas em diante. Contam que eles, os meliantes aproveitam esse horário por ser o momento em que há maior fluxo de pessoas a saírem das suas residências com destino ao trabalho.
São jovens bem identificados e durante o período do dia e da noite tiram a paz dos moradores. Entre os mais visados, destacam-se o De Loquita e Do Pri, elementos pertencentes ao grupo de marginais “Os UDR”.
Já os bandidos não menos temíveis De Bombó, Baiano, Lembidão, Tri Bu, Das Kizitas, pertencem ao grupo “1006”. 5 Estrela, Gui e Kiler By, são elementos do grupo “Os Boladas”.
Os referidos marginais actuam nos bairros já mencionados e são altamente perigosos; agem sem piedade, não têm temor de nada e gabam-se de serem os “donos” dos bairros onde dominam, até chegam a desafiar a Polícia.
Usam armas de fogo, envolvem-se em crimes como abuso sexual, homicídios, assaltos a residências e na via pública.
Igualmente, ameaçam de morte qualquer um que tente resistir às suas práticas. “Sou nova no bairro e já fui assaltada duas vezes; reconheci os moços, mas não pude dizer nada e nem denunciar por medo”, revelou uma das moradoras do bairro 6, segunda rua, que disse também que a Polícia tem sido reincidente na detenção dos meliantes e depois de algumas horas são soltos, concluindo que estes tinham de ficar na cadeia para serem reeducados.
Por exemplo, na rua do Genix, a partir das 6 horas, os meliantes ficam na paragem dos motoqueiros, fazendo serviço de lotação dos táxis, que nas primeiras horas do dia carregam passageiros com destino ao 1° de Maio.
“Nessa paragem do Genix, quando se chega é necessário guardar tudo, colocar o telefone e o dinheiro na cueca, nós as mulheres já somos as mais azaradas nos roubos, por isso todo cuidado é pouco e previno-me quando eu saio de casa para ir trabalhar”, disse Tânia. ´
Já o senhor Lukamba, que no momento da reportagem fazia trabalho de moto-táxi, disse que “o que se passa no bairro 6 dá medo, porque o roubo é feito à luz do dia”.
“Foi no mês passado que assaltaram a minha residência, o meu marido estava de serviço, conseguimos dar conta dos marginais. Fizemos queixas e, até hoje nada acontece, quando vamos para lá (esquadra) dizem sempre a mesma coisa”, disse uma senhora, dona de casa, que não quis ser identificada.
A equipa deste jornal, no momento que fazia a reportagem, flagrou um grupo de meliantes a roubar telefones e dinheiro a dois jovens que passavam numa das ruas do bairro 6.
Segundo os moradores esta prática tem sido recorrente, naquelas zonas.
Conta ainda que, às vezes, chamam a Polícia, mas este órgão nunca está disponível ou então só aparece no momento que os tais meliantes já fizeram das suas.
“Pedimos socorro, já não temos aonde ir, se tivéssemos mais condições talvez fóssemos todos viver nas centralidades para encontrar paz, mas é aqui onde estão as nossas casas”, clamou uma anciã de 66 anos, que não aceitou identificar-se, moradora do bairro 6, segunda rua, propriamente na zona denominada “Campo da Morte”.
Este jornal sabe que, na segunda rua do 6, os meliantes ficam concentrados principalmente no dito “Campo da Morte”, local onde os mesmos têm a sua “pousada”, adjacente a um bar, que aos fins de semana realiza eventos culturais, fazendo com que os marginais se aproveitem do movimento para efectuarem os seus assaltos.











