Dabobeira, Pailoy, Miranda e Tsunami: Marginais que tiram o sossego aos moto-taxistas do Piaget
Os jovens que exercem o serviço de moto-táxis, na paragem do Piaget, bairro Capalanga, município de Viana, queixam-se constantes assaltos, principalmente no período nocturno e apontam o dedo acusador para os bandidos Dabobeira, Pailoy, Miranda e Tsunami.
Por: Na Mira do Crime
Segundo os nossos entrevistados, de Maio até Julho mais de 17 motorizadas foram levadas pelos homens do alheio.
“Não temos segurança da Polícia, eles estão mesmo aqui, mas estão mais preocupados com a mixa do que asseguramento das pessoas”, atirou um jovem visivelmente agastado.
Chitunda, de 24 anos de idade, conta que chegou à Luanda há cerca de duas semanas, vindo da província do Huambo.
“Cheguei à Luanda no dia 17 deste mês com o propósito de trabalhar, assim que cheguei, no dia seguinte, comprei uma motorizada nova na Cidade da China, só trabalhei três dias e fui logo assaltado e levaram a moto”, chorou.
Com lágrimas, explicou que neste momento depende da solidariedade dos colegas que se compadecem com a situação e têm dado “falida”.
“Somos obrigados a dar todos os dias 100 kwanzas nesses polícias que ficam aqui na paragem, mas não nos ajudam”, desabafaram, sublinhando que às horas mais difíceis de trabalhar são às 5 até Às 6horas da manhã, e das 18horas em diante.
Os jovens dizem que na sua maioria todos os motoqueiros daquela zona já foram vítimas de assaltos, “ou é de motorizada ou então de uma outra coisa, mas somos sempre vítimas, e não só nós, até os estudantes que saem da universidade Jean Piaget também sofrem”, descobriu.
Os moto-taxistas contam que muitos desses marginais estão bem identificados, mas os mais perigosos são o Dabobeira, Pailoy, Miranda e Tsunami, “esses são os pais grandes, quando chegam num determinado local fazem e desfazem sem que nada lhes aconteça, são marginais que se gabam que cadeia é sua casa, sabemos que um deles esteve preso recentemente, mas já saiu para nos atazanar”, lamentaram.
“Eles chegam aqui na paragem e congelam todo mundo, o polícia ao lado finge tipo não está a ver nada”.
O Na Mira do Crime ouviu também alguns moradores, sobretudo das ruas “Boca Cheia” e “Da Cadeia dos Estrangeiros”, situadas nas imediações da paragem do Piaget. Aí, os habitantes afirmam que não tem sido fácil no que diz respeito aos assaltos.
“Estou nesse bairro há 10 anos, não tem sido nada fácil. Mas se houver seriedade da polícia, em um mês é possível terminar com esses miúdos”, realçou um morador.
Já o senhor Doca, apelou mais rigor no que concerne ao policiamento. “No Capalanga devia ter mais postos policiais, além da esquadra, mas tinha de ser forças de ordem com qualidade”, reparou.











