Detenção dos irmãos da Silva - SIC diz que família finge não saber do lado criminoso dos jovens
Depois de quase uma semana da detenção de dois jovens, nomeadamente Sérgio Barros da Silva, e Orlando Barros da Silva, ambos irmãos, familiares acusam o SIC de violar a lei por não apresentar provas de que eles teriam cometido algum crime. Mas os investigadores negam a acusação e dizem que a família finge não saber que os jovens são marginais altamente perigosos, e que realizam assaltos com recurso a uma arma de fogo do próprio pai.
Por: Kihunga Bessa
Conforme fez referência este jornal, sobre os dois irmãos que foram detidos na quarta feira, 26, na esquadra do ANDA, no bairro Belo Monte, em Cacuaco em que os efectivos do SIC foram acusado de ter alvejado um destes, eis que a família volta acusar as autoridades de mantê-los presos e sem provas.
De acordo com Eva Maria, mãe dos jovens, Sérgio era jogador da equipa do Petro de Luanda do escalão B, e depois da Covid-19, as coisas já não estavam boas no clube e Sérgio decidiu abandoná-lo.
Para não ficar de braços cruzados, decidiu empregar-se na Premier bet como comerciante de fichas. Já recentemente, conta a mãe, o filho realizava serviços de moto-taxista, na zona, até ao dia da sua detenção.
Segundo Maria de Lourdes, irmã mais velha, até agora são desconhecidas as causas da detenção.
"Não nos dizem as causas da detenção; se não têm provas, os jovens estariam em liberdade condicional até provarem o contrário como prevê a lei", assegurou, clamando por justiça aos órgãos de tutela.
Depois de várias acusações, o NA MIRA DO CRIME voltou a contactar a direcção do SIC, afecta ao comando municipal de Cacuaco, que explica que os jovens detidos estão envolvidos em vários crimes.
Um indirectamente, e outro directamente como é o caso de Sérgio Barros que participou em vários assaltos em residências, e na via pública com recurso a uma arma de fogo.
Quanto ao ferimento, o SIC esclarece que Sérgio é altamente perigoso e foi alvejado no município de Viana quando ele e os comparsas pretendiam roubar uma motorizada naquele município, uma acção que foi frustrada pela polícia, sendo que os outros fugiram e ele foi atingido no pé.
O SIC diz ainda que a família sabe das acções dos filhos e finge serem inocentes. "Esta é a razão que faz com que Sérgio continue detido na esquadra do Capalanga e não no Cacuaco, como diz a família", reagiu.
Sobre o seu regresso à casa por algum tempo, a direcção do SIC em Cacuaco fez saber que teve conhecimento de que a mãe do jovem terá pago 100 mil Kwanzas a um agente da polícia naquela esquadra e levou o filho para casa.
No entanto, sabendo-se que Sérgio e o irmão estavam ainda envolvidos no crime de assalto a uma residência, recentemente, no Talatona em que levaram vários bens, inclusive a viatura que foi abandonada nas imediações de Cacuaco, o SIC foi novamente detê-los.
Já se sabe que o grupo é composto por 13 elementos e 11 dos quais já foram detidos, faltando apenas dois que se encontram foragidos.
Quanto ao Orlando Barros, irmão de Sérgio, este também estava envolvido em diversos crimes, indirectamente. Explica ainda que o acusado confessou que a arma que utiliza para o cometimento dos crimes é do pai, que é um oficial superior das Forças Armadas, pertencente ao Quartel General, de acordo com o SIC, que está a fazer tudo para deter os foragidos.











