“Os Colombias”: Marginais impõem recolher obrigatório no bairro Antonov
Um grupo de marginais denominado “Os Colombias”, está a impor o recolher obrigatório aos moradores do bairro Antonov e arredores, no município do Cazenga, mesmo com a existência de um posto de polícia na zona.
Por: Kihunga Bessa
Moradores que falaram em exclusivo a este jornal, dizem que estão limitados em circular no período nocturno, por causa da onde assaltos que cresce a cada dia naquela zona.
“O Antonov tornou-se uma das zonas mais melindrosas do Cazenga, aqui os criminosos não temem ninguém, assaltam até vizinhos” atirou um morador.
Maria Carlos, reside no bairro há mais de 20 anos, explica que a criminalidade nunca esteve tão elevada como agora, onde miúdos não tem hora nem local para praticar o mal.
Bartolomeu da Silva, outro morador, diz que os marginais actuam em toda parte do bairro, mais o local de concentração é na paragem do Nzamba 1, Tanque de Água do Cazenga e no campo que está junto a Igreja Pentecostal.
“São todos bandidos e pertencem ao grupo denominado “Os Colombias”, estes são os mais temidos”, descobriu.
Em conversa mantida com o Na Mira, um dos responsáveis da Igreja Pentecostal que pediu para não ser identificado com medo de represálias, explicou que a onda de criminalidade no bairro afugenta os fiéis.
"Até aos domingos às pessoas temem ir a igreja por causa dos assaltos, principalmente as vigílias, hoje por hoje quase que ninguém aparece por medo dos bandidos", lamentou.
Fraco patrulhamento
Os moradores apontam o fraco patrulhamento na zona por parte da Polícia como um dos factores para subida da criminalidade.
“Parece que os polícias da esquadra do Antenov também temem os marginais, é verdade que eles são perigosos, mas os polícias não podem se deixar intimidar”, retorquiram, acrescentando que, apesar de serem quase proibidos andar à noite, reconhecem que os bandidos são os próprios filhos dos moradores.
Na calada da noite, contam, os criminosos usam facões, catanas e outros meios perfurantes “ e não usam para ameaçar, é mesmo para matar em caso de resistência”, alertaram.
Enquanto a equipa deste jornal reportava a situação, flagramos marginais a saquear uma moto-taxista nas imediações do colégio António Carneiro.
Moradores clamam por uma esquadra no terreno vasto denominado “campo”.











