Polícia faz pouco?- Assaltos a residências preocupam moradores da centralidade do Sequele
A Centralidade do Sequele está a viver um período de intranquilidade, motivada por uma onda de assaltos a residências levados a cabo por elementos, na maioria, já identificados, segundo a polícia.
Por: Isaías dos Anjos (Estagiário)
A polícia já tem uma ideia de quem pratica esse tipo de assaltos bem como os recursos usados para materializa-los.
No dia 10 de Agosto do corrente ano, um cidadão que não quis se identificar foi assaltado em sua residência no horário compreendido entre duas e quatro da manhã.
“Estive acordado até uma hora e deixei meu filho na sala que se ausentou da mesma uma hora depois. Às 04 horas da madrugada, a minha esposa acorda, para ir à casa de banho e depara-se com as lâmpadas da sala e corredor acesas. Apagou-as e voltou a dormir. Mas, passados 30 minutos, eu acordo e a primeira coisa que identifico é a ausência do telefone, deixado na sala para carregar", narrou, acrescentando que a casa estava toda fechada, mas tinham a chave na porta.
Ao vistoriar o interior da casa, deram conta também do desaparecimento de 50 mil Kwanzas, artigos que faziam parte do negócio da esposa e um cartão de ovo, deixado sobre a mesa.
Algumas horas depois, foi encontrada uma faca de cozinha, sinalizada, no prédio em frente, bem como lixo de ovo.
O facto levou o proprietário da residência a deslocar-se à esquadra próxima, onde encontrou duas famílias a relatarem casos semelhantes.
"A polícia disse conhecer quem realiza esse tipo de assaltos", assegurou, salientando que se trata de rapazes com idades compreendidas entre os 12 e 25 anos e que recorrem ao uso de um pó mágico que deixa as pessoas em sonolência até eles se retirarem.
Segundo a polícia, alguns desses marginais já tiveram passagem pela polícia, mas por serem menores, são devolvidos aos seus pais.
A nossa equipa de reportagem não ficou por aí e ouviu outros moradores que, quase todos, foram unânimes em confirmar este fenómeno que deixa todos desolados.
Helena, 36 anos de idade, disse que a presença do carrossel no Sequele, em fase da comemoração do seu 9º aniversário, tem atraído pais e crianças, enquanto a cidade fica deserta e os assaltantes planeiam e executam tranquilamente os seus assaltos.
Victor, 41 anos de idade, morador do Bloco-06, afirmou que a polícia, outrora, já patrulhou e apanhou um número considerável de assaltantes.
"De lá para cá, a cidade do Sequele vive amedrontada, porque a polícia baixou a guarda", verificou.
A cidadã Rosa, de 28 anos de idade e moradora no bloco 09, alinha no mesmo diapasão.
“A forma como estes jovens assaltam é traumatizante, porque é como se todos vivêssemos na rua, pois os bandidos passeiam em nossas casas enquanto dormimos”.
Américo Santos, de 36 anos de idade, declarou já ter sido vítima de assaltos a acessórios de seu veículo e pede a intervenção policial, "que já sabe a identidade dos marginais, mas os deixa soltos".











