Viana lidera com 22 casos: Empresas de seguranças perderam 42 armas nos últimos seis meses a favor dos marginais
O Comando Provincial da Polícia em Luanda, realizou na manhã desta quarta-feira, 20, um encontro com responsáveis de empresas de segurança privada, para analisar situações ligadas ao roubo de armas de fogo e o envolvimento de vigilantes no mundo do crime.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Durante o encontro, o 2º Comandante Provincial da Polícia em Luanda, Comissário Mateus André, apelou aos directores e proprietários de empresas de segurança a pautarem pela vigilância dos seus funcionários, no diz respeito ao controlo das armas de fogo, que muitas vezes têm sido usadas para práticas criminais.
"Os números são alarmantes, nos últimos seis meses, registamos 72 crimes que envolveram vigilantes, onde foram subtraídas de forma fraudulenta 42 armas de fogo de empresas de segurança", contabilizou.
De acordo com o Chefe de Departamento de Segurança Pública e Operações do Comando Provincial de Luanda, Superintendente-chefe Lázaro Conceição, os encontros com as empresas de segurança são de carácter informativo, de realização trimestral, numa altura em que a Polícia está a trabalhar num ajustamento da lei, que vai criar bases necessárias para as transformações que se impõe na segurança pública
O oficial da Polícia acrescentou que Viana lidera a lista dos roubos de armas, com 22 casos, seguido por Cazenga com 10, Cacuaco com 7, Luanda com 6, Talatona e Belas com quatro cada e Kilamba Kiaxe com dois casos.
"Iniciamos a substituição gradual das armas de fogo das empresas de segurança, actualmente ainda usam armas de calibre de guerra e estamos a fazer a transição para o calibre 12, que é o de defesa pessoal", observou.
Lazaro Conceição fez saber que as armas a serem substituídas terão o controlo da Polícia desde o momento da sua importação, atribuição e registo.
"As armas serão importadas por empresas licenciadas, sob o controlo da Polícia, actualmente seis estão licenciadas, as entidades que possuem empresas de segurança terão que se dirigir as mesmas no sentido de adquirir as armas", informou.
Os responsáveis das empresas que participaram do encontro, reconhecem o envolvimento de seguranças em actos criminais, tal como afirmou Sebastião Dalas, presidente das empresas de segurança provada.
"Está tudo sob o controlo da Polícia Nacional e vamos fazer esforços para que a situação seja ultrapassada, não permitiremos o exercício de seguranças sem o credenciamento da Polícia, eb também está em debate a atribuição de um salário básico por ser baixo”. Segundo o responsável, este último ponto (salário baixo), muitas vezes contribui para que alguns seguranças enveredam para actos criminais.
Estiveram presentes no encontro 200 empresas de segurança privada de Luanda e os representantes das polícias nos municípios de Viana, Talatona, Luanda, Cacuaco, Samba, Cazenga, Belas, Icolo e Bengo, e kilamba Kiaxe.











