Instalação de scanners pode travar contrabando no Terminal Multiusos do Porto de Luanda
Antes de passar pela gestão da DP-WORD, o maior terminal, era gerido pela 5M, uma sociedade afecta a Casa Civil da Presidência da República, que foi confiscada a luz do processo de combate a corrupção e recuperação dos activos do Estado.
Por: Mbengui Pedro
O referido Terminal, é citado por algumas fontes de estar envolvido em contrabando de mercadorias, não declaradas e proibidas de entrar no território nacional, com realce aos carros usado e motores.
No seu segundo ano de concessão, a multinacional dos Emirados Árabes Unidos registou 15% de crescimento (no ano transacto).
No concurso de concessão do terminal Multiusos em que concorreram as multinacionais das filipinas e dinamarquesa Maersk, em 2020, teve a intervenção do Tribunal Supremo, mas não surtiu os efeitos desejados pelos lesados, com destaque para a Maersk que terá obtido 18,6% contra os 19% da DP-WORD, tendo afastado os investidores que consideraram o processo viciado.
Com o início da construção do edifício administrativo, a instalação de scanners, modernização do parque e a acomodação dos clientes e agentes portuários, a multinacional acaba de cumprir mais uma etapa do contrato, somando um investimento de 210 milhões de dólares do total de 249 previsto no acordo de concessão, afirma o CEO da empresa Francisco Pinzon, sem no entanto, revelar o volume de facturamento financeiro anual.
O terminal Multiusos é actualmente o maior do Porto de Luanda, com um movimento na ordem dos 430 mil toneladas ano, contra os 700 mil previstos, o que representa cerca de 70% do movimento total do Porto de Luanda.







