“Povo Matumbo", "A Malta de Ouro" e "A Formação" - Marginais armados realizam assaltos diários a partir da pedonal do Capalanga
A parte inferior da pedonal do bairro do Capalanga, município de Viana, tornou-se num abrigo de marginais, a partir do qual realizam assaltos à mão armada a qualquer hora do dia, o que deixa os moradores apoquentados.
Por: Na Mira do Crime
A nossa equipa de reportagem falou com as vendedeiras, motoqueiros e pedestres que circulam na entrada da Universidade Piaget, passando pela pedonal do Capabanga.
Estes lançam um grito de socorro pela falta de segurança e pelo elevado índice de criminalidade.
Dizem que vivem esta situação há muitos anos, mas nos últimos dias, a situação agravou-se.
Laura, moradora do bairro Capalanga, disse que os meliantes fortemente armados assaltam a qualquer hora do dia; encontraram esconderijos perfeitos debaixo das pedonais.
Os grupos de marginais "Povo Matumbo", "A Malta de Ouro" e "A Formação" tomaram o poder sobre no bairro.
Cristina João, vendedora de peixe seco, fez saber que na semana passada, um grupo de jovens mandou-lhe parar na linha férrea.
De seguida, os mesmos arrancaram-lhe a bacia do negócio e levaram. ”Eu estava distraída, caminhando quando uma moça perguntou quanto era o peixe, mas como estava em andamento não tirei a banheira da cabeça. Só assustei que um grupo de moços puxou a bacia", relata, desconfiando que a moça que a mandou parar fazia parte do grupo.
Disse que o elevado índice de criminalidade, as perdas de negócios são constantes.
Para o seu caso, na condição de solteira a viver apenas com os filhos, a situação é, "deveras, insuportável".
"Cada vez que sou assaltada, tenho de pedir dinheiro emprestado aos vizinhos para recomeçar o negócio", conta.
Álvaro Magalhães, motoqueiro, diz que os roubos de motorizadas naquela paragem são constantes, sobretudo a partir das 19 horas.
Manzina Alberto, moradora, conta que no bairro Lembelele, na mesma zona, esta terça-feira, de manhã, o seu filho Maicon de 20 anos, ao sair de casa para fazer biscato como lotador de táxi, deparou-se com um grupo de jovens que o agrediu com facas e catanas, por não ter dado o dinheiro exigido.
O pior só não aconteceu, porque alguns moradores estavam próximo e acudiram-no.
Esta semana, contam, apareceu um corpo de um jovem na linha férrea morto por marginais, foi posto ai para parecer que foi atropelado pelo comboio.











