Enquanto a criminalidade aumenta: Efectivos da polícia no Sambizanga distraídos em ‘mixas’
Os moradores dos bairros Uíge e Sonangol, situados no distrito urbano do Sambizanga, em Luanda, mostram-se preocupados com o aumento da criminalidade com recurso a armas de fogo e branca, e clamam por maior patrulhamento dos efectivos da polícia que acusam de estar distraídos em receber mixas de moto-taxistas e viaturas.
Por: Kihunga Bessa
Os moradores, ouvidos pelo Na Mira do Crime, explicam que os bairros supracitados são os mais melindrosos do distrito do Sambizanga, onde os assaltos na via pública e em residências são uma constante, a qualquer hora do dia.
Jacinto Ndombaxi, de 56 anos de idade, é morador do bairro Uíge há cerca de 12 anos, e conta que a situação é preocupante, e que os principais autores das acções delituosas são os próprios filhos do bairro.
"Os bandidos daqui são mesmo os miúdos do bairro", revelou, pedindo, para isso, uma maior intervenção dos encarregados de educação.
Quem também manifestou a sua preocupação é Ndongala Diamona, morador da zona situada por detrás do “enchimento de gás”, bairro da Sonangol, e destaca que os marginais são maioritariamente adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, e atacam às pessoas com catanas, facas, e outros objectos contundentes.
"Aqui não conseguimos andar a vontade, principalmente de manhã, hora de ir ao serviço, e de noite, ao regresso”, observou, acrescentando que, os marginais ficam escondidos em becos onde cometem os assaltos.
No local, o NA MIRA DO CRIME identificou os “Cânfora” e “Os Trombeta” como os grupos mais perigosos da Sonangol, enquanto os grupos “UTK” e “80 L” controlam o bairro Uíge.
Polícias mixeiros
Para além dos ataques dos marginais, os moradores mostram-se agastados com a ineficácia dos agentes da polícia que, contam, enquanto são ´sacudidos’ pelos bandidos, os agentes ficam distraídos a parar viaturas e motorizadas na via pública, para mixar.
"Ao invés de estarem atrás dos bandidos ficam a complicar as pessoas que estão a procura do sustento para os filhos", reclamou Filipe Paulo um automobilista.
Aliás, esta realidade foi flagrada pelo Na Mira, por vota das 12 horas desta terça-feira, na rua direita do Bairro Uíge.











