Assaltos e mortes no Cazenga: Marginais assumem o controlo do Hoji-ya-Henda e arredores
Os moradores do bairro Adriano Moreira, Distrito Urbano do Hojy-ya-Henda, município de Cazenga, mostram-se descontentes com a elevada onda de criminalidade, roubando todo sentimento de segurança, por isso pedem a rápida intervenção das autoridades competentes, no sentido de se repor a ordem e a tranquilidade.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Segundo moradores, a situação parecia ter melhorado há cerca de um mês, depois que "os bandidos" haviam disparado contra um senhor e fugiram, mas, ultimamente, a onda de criminalidade voltou e tende a subir, pois ninguém tem os travado.
"Os bandidos têm como preferência está área por residir muitos estrangeiros e por ter muita movimentação comercial, sendo que os assaltos em cantinas e residências são os mais frequentes", contaram.
Para evitar os assaltos, os moradores recorrem ao uso de câmaras de segurança, e segundo Paulo (nome fictício), a falta de policiamento tem facilitado bastante a acção dos marginais, porque têm a noção de que a polícia nunca se faz presente.
"Os moradores evitam estar na rua no período de noite, porque a qualquer momento os meliantes aparecem. Temos um posto policial bem próximo, mas nunca tem viatura disponível quando é solicitado a intervir", disse.
A Rua Da Brava que fica por detrás da fábrica da Cuca tem sido uma das mais frequentadas pelos marginais para cometer os assaltos, sendo uma das ruas estratégicas que os facilita entrar e escapar para outras.
Por conta disto, disseram os moradores, na madrugada da passada segunda-feira, por volta das zero horas, duas residências foram assaltadas.
Um cidadão Maliano morreu durante o assalto em sua residência.
"Os marginais entraram pelo teto, o senhor não apresentou resistência, mas para o neutralizar tiraram a vida dele com uma faca, porque gritava muito por socorro", contaram, acrescentando que do assalto os meliantes levaram duas TV plasma, quatro telefones e dinheiro.
De acordo com Maria, os bandidos que actuam na zona são menores de idade provenientes geralmente do Curita, Kilombos, linha férrea e imbondeiro. "Eu já fui vítima de assalto por duas vezes, na pracinha da Cuca, quando vinha da escola", disse uma jovem, para quem, "por causa da insegurança, as pessoas preferem ficar em casa e a rua fica desértica.
Contactado por este jornal, o Porta-voz do Comando Provincial de Luanda, superintendente Nestor Goubel, avançou que tomou conhecimento por via da esquadra do Santo António, da morte de um cidadão de nacionalidade maliana, de 37 anos de idade, durante um assalto na sua residência, sendo que os presumíveis autores já se encontram detidos e encaminhados ao Ministério Público para as acções que se impõem.
Comissão do Cazenga nas mãos dos bandidos
Uma outra zona do Cazenga onde os bandidos investem, segundo os moradores, é a Comissão do Cazenga. Aí, os bandidos escolhem a dedo às residências que devem ser assaltadas, sem que para isso haja algum impedimento, tudo por culpa do fraco policiamento.
Polícia diz que não tem meios humanos e rolantes para contrapor a situação
Fonte da Polícia contactada pelo Na Mira do Crime, fez saber que há toda vontade dos efectivos se deslocarem em zonas críticas para contrapor a situação. No entanto, lamentam a falta de meios rolantes e humanos.
“O povo reclama com razão, é nossa missão proteger, mas até armas em condições nos faltam, Cazenga não tem viaturas para acudir situações pontuais, a tropa está desmoralizada”, reclamou.











