Com assaltos e violações - "Os Caixa Baixa" aterrorizam a rua dos Cornos em Viana
Os moradores da rua dos Cornos, junto ao PT do Tony Mulato, no bairro da Sanzala, no município de Viana, clamam por socorro da polícia pelo facto de estarem a ser vítimas dos marginais que, diariamente, sem piedade, assaltam residências e cidadãos na via pública, com recursos a armas de fogo, e armas brancas.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com uma moradora de 49 anos de idade, que não quis ser identificada, a onda de assaltos está, cada dia, a aumentar sem que haja uma intervenção da polícia.
A nossa entrevistada conta que os roubos e assaltos não têm acontecido apenas no período nocturno, mas também durante o dia e, devido a esse mal, os motoqueiros não aceitam chegar ao bairro com o medo de perderem as suas motorizadas.
“Os Caixa Baixa” é o grupo de marginais que predomina aquele bairro, desde a rua dos Cornos, campo vermelho, mercado do Luanda Sul até às zonas adjacentes.
Os moradores dizem que o referido grupo faz e desfaz sob o olhar impávido da polícia.
Há três dias, assaltaram três residências, onde levaram televisores plasmas, botijas de gás de cozinha e outros meios.
Os marginais roubam até a pessoas conhecidas. Na mesma rua, há algumas obras abandonadas, onde, depois de realizarem os assaltos, depositam os meios para serem preservados e, depois, os comercializarem.
É um lugar, segundo os moradores, onde também aproveitam fumar estupefacientes e usar outro tipo de drogas e, até, violar mulheres que passam pelas proximidades.
“Eles roubam, ameaçam-nos e, no final, ainda violam as mulheres”, disse um jovem de 24 anos, ainda segundo a qual a situação do bairro é grave.
Afirmou que por estar estudar no período nocturno, foi obrigada a "trancar" o ano devido a onda de assaltos e violência que o bairro atravessa.
Os populares afirmam que a polícia dificilmente age, por isso, os marginais se sentem confortáveis e bem à vontade no que fazem.
“Várias vezes, já fizemos queixas, mas infelizmente a única coisa que a polícia sabe fazer é só nos dizer aguardem”, realçou um moto-taxista.











