Rixas, violações e assaltos: “Os Danger” tomam de assalto ruas do Mirú e dos Mulenvos em Viana
Os moradores do Bairro Mirú, Mulenvos de Cima e distrito urbano da estalagem, ao município de Viana, têm vivido dias difíceis com ondas de assalto e outras tipicidades criminais, imposta pela gangue de marginais denominada.
Por: Na Mira do Crime
“Os Danger”, é uma gangue composta por elementos que variam entre os 18 e 25 anos de idade, e realizam os seus desmandos sobretudo nas ruas do Mirú, nomeadamente na rua da Farmácia Clave, rua da Padaria, rua do Don Kanga e zonas adjacentes.
Neste grupo de bandidos, os nomes mais sonantes são “Da Nocal, “Pape Lulu”, “Remix”, “De Tchipá”, “Da vala” e “Didi”. De acordo com moradores, estes são os mais perigosos, e são eles quem realmente mandam e coordenam todas as acções que o grupo realiza.
Moradores que aceitaram falar ao Na Mira do Crime, sob anonimato, afirmaram que agentes da polícia que conhecem o terreno, nada fazem por medo de serem confrontados e perderem a vida.
“A polícia já sabe onde eles ficam, e onde fazem a repartição dos valores fruto dos roubos, mas nada fazem e, ainda nos falam na cara que também têm família para cuidar”, denunciou uma moradora, que reside na zona há mais de 10 anos.
Uma comerciante, contou que a sua cantina já foi vítima de dois assaltos.
“Arrombaram a porta e levaram quase todo produto, frango, arroz, latarias, a máquina de colocar saldo e o dinheiro que estava guardado”, lamentou.
“São miúdos temidos, matam, violam e nada acontece”, atirou uma jovem, vendedora de peixe frito.
“Eles continuam a roubar e aterrorizar os bairros, porque sempre que são detidos em menos de 24 horas são soltos, e quem sofre com isso somos nós, os moradores”, lamentou um morador.
O Na Mira do Crime em conversa com um agente da polícia local, explicou que às vezes as autoridades têm que recuar por estratégia.
“Sempre que somos chamados a ir atrás desses marginais, nós ligamos as sirenes que é uma estratégia de lhes dizer fogem, só para evitar confrontos com esses miúdos, eles são tão perigosos, conforme o nome já diz”, realçou.
Durante a nossa reportagem no local, foi possível observar como o grupo hostiliza alunos dos colégios localizados naquela zona. Sofrem agressões quando resistem a um assalto.











