NOTA NEGATIVA: Manuel Homem prefere ser “vetezeiro” e “governar” nas redes sociais
Quando se esperava que Manuel Homem iria mostrar a “pulungunza” que prometeu para solucionar ou minimizar as principais preocupações que afligem os habitantes da província, mal se deparou com a “verdadeira face” das dificuldades de Luanda, simplesmente o governador “eclipsou”. O repentino “apagão” do “nguvulo”, que preferiu as redes sociais para fazer VT, não podia ser outra coisa senão a Nota Negativa da semana!
Por: Na Mira do Crime
Considerando que tornou-se comum dizer que o palácio da Mutamba, sede do Governo Provincial de Luanda (GPL), é o “cemitério dos governadores”, pelo grande número de dirigentes que tem passado por lá, alguns pelo período de alguns dias, ao que tudo indica, Manuel Homem também está a preparar o seu “enterro”, porque a sua permanência no cargo pode ser questão de horas.
Se até alguns dias antes, o governador Manuel Homem era motivo de esperança para muitos luandenses, agora passou a “persona non grata”, por se considerar que a “sua governação” é uma farsa. “Tudo quanto faz não passa de ‘show off’, apenas VT nas redes sociais, qual palhaço para distrair o público”, afirmam os cidadãos agastados.
Cada governador que passa por Luanda, e não são poucos, inventa a sua moda, cheio de teorias, não tem o cuidado de fazer um estudo do histórico das situações que se reiteram todos anos, não analisa o cenário deixado pelo antecessor, por cima das suas preconcepções reprova tudo e, sem mais nem ontem, impõe o que lhe é conveniente.
Por esse motivo, tantas são as “modas” (dizem modelos) que já foram apresentadas em Luanda, que os luandenses já perderam a conta. Porém, nunca se viu uma que ao menos minimizasse as drásticas situações que vão piorando a cada ano e castigam severamente a população.
Devido ao alastrar dos problemas, se há pouco tempo eram os moradores das periferias os que mais sofriam, actualmente, até as chamadas “zonas nobres” são afectadas, principalmente quando se trata de chuvas fortes, como as que têm caíde nestes dias.
O governador Manuel Homem já foi elogiado nesta coluna e mereceu Nota Positiva, porque devia ser encorajado a fazer melhor em prol do bem-estar dos cidadãos habitantes da província de Luanda.
No que toca ao lixo e saneamento básico, são muitos, longos e tortuosos os caminhos para a limpeza de Luanda, que em vez de melhorarem com o passar do tempo, até pela participação de novos dirigentes que já deviam ter uma visão mais ampla do assunto, os problemas ficam acumulados, crescem e tornam-se mais complicados.
Quando foi nomeado pelo Presidente da República para governar Luanda, Manuel Homem ocupava o cargo de ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, onde não deixou saudades pela incapacidade que demonstrou naquele departamento governamental.
Muitas foram as vozes que se manifestaram contra a sua nomeação, enquanto outras preferiram dar-lhe o benefício da dúvida, esperando que por ser um jovem quadro, mais dinâmico, deveria ter uma outra visão e actuar em conformidade com as necessidades, estabelecendo prioridades em relação às principais preocupações que afligem os luandenses.
Manuel Homem prometeu que, em articulação com outros sectores do Governo central tinha em vista implementar e retomar os principais projectos, que seriam resolvidos a médio prazo, como a construção de mais escolas públicas, melhoria das vias rodoviárias secundárias e terciárias, concluir a reabilitação do troço rodoviário Benfica/Barra do Kwanza, os acessos ao novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, o troço que liga a Vila de Viana, passando pelo cemitério da Sanzala, ao viaduto da Via Expressa e a estrada principal do Zango, entre muitos outros.
No decorrer do corrente ano, no mês de Abril, realizou uma jornada de campo ao bairro Paraíso, no município de Cacuaco, durante cinco dias, e considerou positivo o balanço da sua visita, “atendendo que se conseguiu radiografar e resolver de imediato, algumas questões que preocupavam os moradores do referido bairro”, disse na altura.
Depois disso a situação voltou à estaca zero, pois não houve sequência do trabalho realizado e muito menos as devidas orientações aos dirigentes locais, pois a população voltou a queixar-se principalmente da falta de segurança em função do aumento do índice de criminalidade.
Outra façanha de Homem foi quando tomou a decisão de acabar com a venda desordenada de diversos bens por todos cantos, recantos, largos e demais recintos de Luanda. A sociedade aplaudiu a medida e incentivou para que a mesma fosse concretizada, para bem da província, principalmente da cidade, que é a capital e o rosto do nosso país, mas também dos seus habitantes e não só.
A sociedade acreditou que, quando o governo toma uma decisão como aquela, já teria pesado, exaustivamente, todos prós e contras, bem como teria preparado as condições que se impunham para que a operação decorresse a contento, sem prejudicar em demasia as pessoas, com destaque para aquelas que têm na venda de produtos pelas ruas o seu ganha-pão.
Neste aspecto, o GPL garantiu, alto e a bom som, que os vários mercados da capital “estavam prontos” para receber as chamadas “zungueiras” e que em cada município, de Luanda, estavam igualmente a ser preparados espaços e/ou mercados para albergar todos quantos quisessem fazer o seu comércio, de forma ordenada e conveniente, com a vantagem desses locais serem mais próximos das suas áreas de residência.
Foi dito na altura que “a vontade do GPL querer melhorar Luanda nos vários aspectos negativos que se arrastam ao longo dos tempos é a todos os títulos louvável”.
Mas não basta querer, tomar medidas musculadas sem um plano director, com teorias atabalhoadas, promessas enganadoras, em vez de encarar a realidade tal como é, primando sempre pelo bem-estar dos cidadãos e pela vida humana.
Não é de bom tom que, mesmo diante do clamor das famílias, das pessoas carentes e sofridas, o Governo Provincial de Luanda, ou o seu governador, entre outros responsáveis, prefiram a arrogância, a demonstração de que “podem e mandam”, em vez da lucidez de espírito, da coerância e do amor ao próximo.
Hoje por hoje, a venda nas ruas, nos passeios, nos largos e em todos lugares está presente e, ao que se pode ver, em maiores quantidades. Então, o que valeu tanto “show” para nada de positivo?
As chuvas estão aí, a fazer das suas, e como encontrou “terreno fértil” para causar cada vez mais desgraças aos angolanos, tem tendência em piorar, tendo em conta que uma boa parte de obras “ditas de reabilitação”, sobretudo nas estradas, causam dissabores em outras zonas, por falta de um estudo antecipado das condições locais das áreas que sofrem as intervenções e do próprio tempo.
Nestes dias, muitos cidadãos estão a sofrer pesados danos materiais com a destruição dos seus bens e, alguns, perderam ente-queridos. É assim que, todos os anos, o cenário se repete e as coisas se vão agravando, ante o olhar impávido do GPL e das administrações locais que nada fazem.
Geralmente, quando as chuvas fazem das suas, começa o corre-corre e as desculpas de sempre, não faltando o velho chavão de que “Luanda não está preparada para as chuvas”, só que Manuel Homem, ao que parece, nem está aí para a penúria dos cidadãos.
Agora “governa” nas redes sociais, fazendo VT para convencer os incautos. É mais fácil, mais chique, mais abrangente e dá para embolsar mais algum do erário!











