Lubango: Deficientes visuais realizam manifestação para exigir efectivação de promessas do Presidente da República
Fome e reivindicação do cumprimento de promessas feitas pelo Presidente da República e outros governantes e que nunca foram cumpridas, entre outras questões, estiveram na base da manifestação dos deficientes visuais e sociedade civil no Lubango.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Deficientes visuais voltaram novamente às ruas da cidade do Lubango, para reivindicar os seus direitos e pelas promessa feitas pelo Presidente da República, João Lourenço.
Depois de várias tentativas solicitando às autoridades maior atenção e cumprimento de promessas feitas mas nunca cumpridas, a fome, entre outras necessidades, levou sexta-feira, 19 de Abril, os deficientes visuais (cegos e amblíopes) de Angola, apoiados pela sociedade civil, a manifestarem-se pedindo a implementação das promessas feitas pelo Presidente da República, quando da campanha eleitoral na província da Huíla em 2022.
Decorrida no largo da Sé Catedral do Lubango, os manifestantes destacaram a falta de cumprimento das promessas, a insensibilidade e ausência de empatia por parte do Executivo angolano para com aquela franja da sociedade.
De acordo com o porta-voz dos manifestantes, Augusto José, a manifestação serviu para mostrar “o nosso descontentamento, pelo facto de o Presidente da República se ter mostrado insensível e completamente despreocupado com os problemas do povo, principalmente com os dos Cegos Angolanos que vivem na província da Huíla, que passam por dificuldades inimagináveis”.
Augusto José descreve que “nós União Nacional de Inclusão Social de Cegos e Amblíopes de Angola (UNISCAA), na Huíla, junto com a sociedade civil, decidimos apresentar o nosso descontentamento, e lamentamos profundamente a não concretização das promessas feitas pelo Presidente da República, quando fomos recebidos no dia 13 de Agosto de 2022; nessa audiência apresentamos as nossas preocupações, mas até ao momento nunca foram concretizadas”.
O porta-voz explicou que constam das promessas do Presidente da República a entrega de dois autocarros, dez casas na centralidade da Quilemba, entre outras condições para a melhoria de vida dos deficientes visuais.
Outras promessas não cumpridas, acrescentou, “foram feitas pela ministra da Educação, Luísa Grilo, sobre a inserção dos professores eventuais do ensino especial na função pública, que lhe entregaram os seus documentos e da ministra de Estado para a Área Social, Dalva Ringote, que se comprometeu em entregar trinta e cinco milhões de kwanzas para o apetrechamento da escola Maria do Céu Lubango, pertencente à UNISCAA, mas nunca se viu nada”, lamentou.
“Queremos que resolvam a nossa situação, estamos a passar por sérias dificuldades, desde a falta de alimentação, vestuário, habitação e transporte, razão pela qual saímos à rua para mostrar o nosso descontentamento”, realçou.
Augusto José referiu ainda que “temos membros nossos que vivem muito distantes e para chegar à instituição fazem um esforço enorme. O único transporte que nos foi entregue é muito velho, por isso precisamos pelo menos de mais dois em perfeitas condições, para colmatar as dificuldades existentes”.











