Devidamente identificados no seio do MPLA: João Lourenço atira 'farpas' aos Camaradas que tencionam concorrer à sua sucessão
O presidente do MPLA, João Lourenço, orienta, neste momento, a 3.ª Sessão Extraordinária do Comité Central do partido, que decorre no Complexo Turístico do Futungo II, em Luanda. Na ocasião, chamou atenção aos seus camaradas que o tencionam substituir que "no jogo da política vence quem se submete à organização e disciplina do colectivo", lembrando que as eleições gerais em Angola e no MPLA "estão longe".
Por: Telson Mateus
Na 3.ª Sessão Extraordinária do Comité Central do MPLA, onde dentre outros assuntos estão a ser apreciados os documentos para a deliberação e convocação do VIII Congresso Extraordinário do MPLA previsto para o mês de Dezembro deste ano, o presidente João Lourenço, lembrou aos seus camaradas que a política é um jogo e como em qualquer jogo ou competição, só vencem as equipas cujo jogadores ou atletas se submetem à organização e disciplina do colectivo, respeitam as regras do jogo e orientação da equipa técnica.
Embora já se saibam quais são os possíveis candidatos à sua sucessão, maior parte deles, da ala 'eduardista' e considerados 'mais-velhos do MPLA', sem apontar nomes, o líder dos camaradas realçou ainda que “ninguém começa o jogo sem ouvir o apito do árbitro.
"Ninguém inicia a corrida de atletismo sem ouvir o tiro de partida, sob pena de ser desqualificado e prejudicar a equipa”. Por este facto, chamou atenção aos seus correligionários para não se distraírem “por agendas” que impossibilitem o partido de cumprir com o Programa de Desenvolvimento Nacional, de diversificação da economia, do aumento da produção nacional, e da garantia de maior oferta de bens e de serviços, do aumento das exportações e da oferta de mais postos de trabalho.
“Todo o nosso saber, talento e energias devem estar concentrados na busca de melhores soluções para resolvermos os problemas do povo angolano. Não se vislumbram eleições gerais no país para breve, por não ser o tempo estabelecido pela Constituição, igualmente não se vislumbram eleições no partido por não ter chegado o momento estabelecido pelos nossos estatutos”, sustentou, atirando por terra qualquer intenção dos seus camaradas que, nos últimos tempos vão fazendo circular nas redes sociais, as suas intenções de se candidatarem ao cadeirão máximo do MPLA.
Nos últimos meses, têm sido avançadas intenções de candidatos à presidência do partido no poder, como as do general Higino Carneiro, do ex-presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos 'Nandó', um dos quais estará a contar com apoio de outros militantes de proa do Kremlin como o ex-secretário-geral Dino Matrosse.
Importa referir que o Presidente João Lourenço, que acumula o cargo com a presidência do MPLA, está impedido pela Constituição e pelos estatutos do partido no poder de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República, situação que pode vir a ser revista no Congresso extraordinário que o MPLA tem em agenda.
Em declarações à imprensa, o porta-voz do partido, Esteves Hilário, disse que o congresso extraordinário é convocado sempre que há matérias igualmente extraordinárias, que não se encontram na ordem do dia para serem discutidas.
Os 693 membros do Comité Central foram convocados na reunião do Bureau Político do MPLA, que decorreu na última sexta-feira, onde foi destacada a necessidade de criar novas estruturas intermédias (comités provinciais) em resposta à nova Divisão Político-Administrativa do país.
O Comité Central do MPLA, órgão competente para convocar o congresso extraordinário, que não é electivo, e decidir a sua agenda, está reunido para analisar e aprovar as bases gerais do congresso e as comissões de trabalho.











