Huíla – Ministério da Energia e Águas ‘desaloja’ mais de 3 mil camponeses das suas zonas de cultivo na comuna da Palanca
O Ministério da Energia e Águas está a ser acusado de expropriar terras de agricultores na Humpata, para a construção de uma barragem.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo denuncia apresentada ao Na Mira do Crime, os habitantes da comuna da Palanca, no município da Humpata, província da Huíla, mostram-se descontentes com o comportamento do Ministério da Energia e Águas, que os retirou das suas terras em que cultivam produtos diversos, para se efectuar a construção de uma barragem.
Tudo aconteceu durante a visita do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, à comuna da Palanca, no município da Humpata, e a população mostra-se indignada pela expropriação das suas terras de cultivo, sem consulta prévia e sem garantias de colocação em um outro local.
A população da comuna da Palanca solicita ao ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que olhe para o sofrimento do povo, uma vez que essa decisão desfavorável surge justamente no momento em que começam a ocorrer quedas pluviométricas na região sul, e esta iniciativa impede assim o plantio de sementes na terra.
Segundo eles, a campanha agrícola de 2024/2025 ficará comprometida por causa de certas pessoas que, sentindo-se superiores no país, agem conforme sua própria vontade.
“A região sul enfrenta constantes carência de alimentos e, com a construção da barragem, nestas condições, a nossa situação só tende a piorar, pedimos que nos cedam outros espaços para o cultivo", apelam os camponeses.
O soba grande da comuna da Palanca, Paulino Cambinda, informou que mais de 3 mil camponeses estão afectados e questiona como essas pessoas irão sobreviver.
Entretanto, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, destacou que, neste momento, a maior preocupação do Executivo é garantir o abastecimento de água na província da Huíla, sublinhando que a Huíla é uma das três províncias incluídas nos esforços de combate à seca.
O governante, sem mencionar a situação em que fica a população residente naquela área, anunciou que, no próximo ano, começarão os estudos de engenharia para a construção das obras.











