Huíla - Direcção municipal da Educação em Quilengues encerra salas de aulas penalizando dezenas de alunos
Um total de 35 alunos das salas anexas, na localidade da Camulemba, do II ciclo do ensino secundário, pertencentes ao Liceu n.º 859, no município de Quilengues, deixarão de estudar nos próximos dias, por orientação da direcção municipal da Educação em Quilengues, na província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo um documento a que o Na Mira do Crime teve acesso, em conformidade com a orientação do gabinete provincial da Educação da Huíla, decorrente da sua II reunião do conselho alargado, a direcção do Liceu n.º 859 de Quilengues comunica aos alunos, pais e encarregados de educação, professores e à comunidade académica o seguinte: 1. Ficam com efeitos imediatos, encerradas as referidas salas anexas.
2. Os alunos matriculados neste ano lectivo que desejarem prosseguir os seus estudos na escola-mãe, localizada na vila sede de Quilengues (75 Km de distância), terão o seu enquadramento garantido.
Contactada pelo Na Mira do Crime, a directora municipal da Educação de Quilengues, Eudaliciosa Cesaltina César Binda, recusou-se a comentar o assunto.
O administrador municipal de Quilengues, Adriano Alberto Pedro, explicou que o encerramento das salas anexas se deve ao número reduzido de alunos na localidade da Camulemba, que fica a 75 km da sede municipal.
Segundo ele, tratam-se de alunos do II ciclo do ensino secundário, com turmas da décima, décima primeira e décima segunda classes, e que o número de alunos varia de 4 a 5 por sala.
No entanto, pais e encarregados de educação dos alunos da região, que pediram para não serem identificados, contestam as afirmações do administrador, alegando que o número de alunos varia entre 15 e 20 por sala nas três classes, o que consideram adequado, dada a distância da sede municipal e a localização geográfica da comunidade.
Eles alegam que a decisão prejudica os alunos da região, que não possuem condições para fazer o trajecto diário de 75 km até à sede municipal, nem para permanecer na vila, pois não têm familiares que os possam acolher ou recursos para arrendar uma casa.
"Queremos que a directora municipal da Educação, junto ao administrador municipal, tome medidas para impedir o encerramento das salas anexas. Pedimos igualmente às instâncias superiores, como o governo provincial da Huíla e o gabinete provincial da Educação, que revejam este assunto com seriedade, para que os alunos possam continuar os seus estudos e realizar seus sonhos no futuro, assim como outros que já singraram na vida", rogaram os encarregados de educação.











