Abandonados pelo Ministério da Defesa: Funcionários da Aerovia há 11 meses sem salários
Funcionários da empresa pública Aerovia, tutelada pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN), localizada na rua Emílio M'bindi, no município de Luanda, denunciam atraso salarial de 11 meses e a violação dos direitos dos trabalhadores, o que faz com que paralisem alguns serviços e se manifestem defronte a instituição.
Por: Mário Cunha
O Secretário para Informação da Comissão Sindical da Aerovia-EP, Manuel Pedro, fez saber que o motivo da greve é principalmente atraso salarial, de 11 meses dos quais se inclui o subsídio de férias.
Do estatuto do caderno reivindicativo, constam três pontos "importantes", conforme fez saber o sindicalista: o salário; segurança social e as indemnizações a funcionários que foram redimensionados em 2022.
"Uma vez resolvida a questão destes três pontos, nós pensamos que suspenderemos a greve", garante o sindicalista acrescentando que até agora o Conselho da Administração reservou-se ao silêncio.
Por isso, adiantou, exige a intervenção do Ministério da Defesa, já que o Conselho de Administração mostra-se incapaz de resolver o problema.
O sindicato reconhece que só com obras é que poderão resolver os seus problemas na Aerovia.
"Estamos cientes de que sem obras fica difícil o conselho pagar os nossos salários, até porque sempre tivemos vontade de trabalhar", finalizou.
Quanto à indemnização, quem está na esperança de receber é o Domingos António da Silva, que foi funcionário da Aerovia por 12 anos e foi expulso em 2024, sem justa causa.
E quem há 29 anos trabalha sem reforma, com a ansiedade de um dia tê-la é dona Teresa Augusto, que sempre exerceu a função de cozinheira.
Agora, sem praticamente energias quer descansar, mas a reforma tarda chegar. Ao longo de tempo de serviço pede um olhar do Executivo no problema dos funcionários.











