Por falta de cartão para compra de Natal: Trabalhadores do Ministério das Pescas pedem ‘a cabeça’ da ministra
Os trabalhadores afectos ao Ministério das Pescas e Recursos Marinhos, liderada pela ministra Carmen dos Santos, dentre vários pontos que constam no caderno reivindicativo, durante a quadra festiva, exigem o mínimo um cartão de compra de natal de 200 mil kwanzas, ao contrário dos 106 mil kwanzas dados pelo sector.
Por: Cambundo Caholua
De acordo com o Porta-voz da Comissão Sindical dos trabalhadores do Ministério das Pescas e Recursos Marinhos, Bráulio, que falava aos microfones da Ecclésia, há uma intenção clara da parte da ministra em não querer resolver os problemas dos trabalhadores.
"A ministra só não resolve o problema dos nossos trabalhadores porque ela é assegurada pela vice-presidente da República", acusou.
Bráulio disse ainda que, para além, do acréscimo que desejam, exigem que se reponha as caixas de peixe que tinham por direito durante o final do mês e ano, mas que com a entrada da actual ministra lhes foi retirado.
O sindicalista acusa a ministra de ter mentido, quando esta alegava que o ministério está sem verbas para cumprir com as exigências dos trabalhadores.
Revelou que a responsável do pelouro havia comprado 16 viaturas, de marca Toyota, modelo Fortuner, avaliada em mais de 40 milhões de Kwanzas, para os directores nacionais, bem como havia organizado um conselho directivo que durou três dias, em que os gastos calculados em mais de 100 milhões de Kwanzas.
Salucambo, secretário geral do sindicato, por sua vez, disse que caso a ministra não cumpra com as exigências, vão realizar “sequências de greves”.
"Nos outros sectores estão a dar 400 a 500 mil kwanzas, e nós aqui estamos a pedir no mínimo 200 mil kwanzas. Se a ministra não cumprir com isso, nós no dia 23 deste mês vamos levar panelas e vamos nos manifestar”, avisou.
O secretário-geral disse que já está em andamento um plano de assinaturas, no sentido de se pedir com que a actual ministra das pescas seja exonerada, e que todos os trabalhadores estão aderir.
Um outro ponto que os trabalhadores querem ver resolvido, é a inclusão das suas esposas e filhos no seguro de saúde, os funcionários exigem um subsídio de saúde de um milhão de kwanzas anual, e um adicional de 150 mil kwanzas para a compra de medicamentos.











