Enquanto PRA-JA agita as águas - Adalberto aposta na reedição da FPU em 2027 e 'irrita' núcleo duro dos "maninhos"
Em 2022, pondo de parte a máquina calculadora para se saber quem trabalhou mais ou menos da Frente Patriótica Unida (FPU), conclui-se que esse projecto político logrou o que pode ser visto como sucesso da oposição frente a um governo que assumiu os destinos do país, desde 1975. O líder do partido do ‘Galo Negro’, Adalberto Costa Júnior, que ‘bate as asas’ com este aparente sucesso, pretende que a plataforma continue sólida e demostrou o interesse de replicá-la nas eleições de 2027.
Por: Lito Dias
Discursando esta sexta-feira, 20, no acto de abertura da IV Reunião Ordinária da Comissão Política do seu partido, ACJ considerou que a experiência da Ampla Frente para a Alternância - plataforma sob a qual a UNITA realizou a campanha eleitoral de 2022, revelou-se “um autêntico sucesso que interessa replicar em 2027”.
Para o político, a FPU tem sido alvo de inúmeros ataques por parte do regime, que continua afectado pelos resultados das eleições de 2022, nomeadamente a perda de Luanda, que continua a muito incomodar, estando na base da divisão da província, procurando de forma artificial contrapor à repetição desta derrota, lembrando que, as coligações eleitorais de partidos na oposição, estão a vencer eleições de forma expressiva.
“Veja-se os exemplos do Botswana, das Maurícias, do Ghana e da necessidade de um governo de amplo espectro na África do Sul, para entendermos o porquê dos ataques à FPU e da compra de vozes contra a FPU”, ilustrou, sublinhando que a ampla frente continua a ameaçar as estratégias de sobrevivência do regime e muito em especial do chefe do regime.
Alertou os seus correligionários no sentido de trabalharem em conjunto pelo fortalecimento do Partido, adequando-o estruturalmente às metas e objectivos supremos que almejam para o progresso e desenvolvimento de Angola e a felicidade dos Angolanos, sempre dentro do quadro de valores que têm caracterizado a UNITA ao longo da sua existência.
Chivukuvuku ‘ameaça’ FPU
A reunião do partido dos maninhos que deve encerrar este sábado não é uma reunião qualquer. Basta olhar para o Lema: “Unidade, Disciplina e Trabalho para a Vitória”.
Fontes deste Jornal disseram que os debates se afiguram acesos numa altura em que, para além da ambiguidade que se vislumbra no posicionamento dos pares da FPU, sobretudo com as recentes declarações do Vice-Presidente, do PRA-JA- Servir Angola, Xavier Jaime em que ‘despreza’ o link que existe entre esse partido e a UNITA.
O núcleo mais duro do maior partido na oposição vai pedir a ACJ que esclareça que garantias tem de que vale a pena continuar com essa FPU, sobretudo garantias que recebeu de Chivukuvuku que, nos últimos dias, tem tido um discurso também ambíguo, embora não ofensivo.
Oficialmente, não há vozes desarmónicas no seio da liderança da FPU, mas o que é dito fora do circuito da plataforma é o que incomoda alguns membros da UNITA que defendem maior abertura, sob pena de vir a ser esse o grande debate no próximo congresso previsto para 2025, que, de princípio, deverá reconduzir Adalberto Costa Júnior para mais um mandato de 4 anos. No entanto, há vozes que acreditam que deverá ser este o assunto que pode deixar cair ACJ, caso seja mal gerido.











