Figuras do ano: General Furtado e Arnaldo Manuel Carlos fizeram a diferença em 2024
Tal como já virou hábito por esta altura do ano, o NA MIRA DO CRIME traz algumas figuras de vários quadrantes da sociedade angolana, identificadas como aquelas que se destacaram, de forma positiva ou negativa, no ano que está prestes a terminar.
Por: Telson Mateus
Numa forma de seguir a cadeia de mando, neste ano, embora a lista de seleccionados foi extensa, dois nomes se destacaram em Angola cujo mérito deve ser reconhecido e aplaudido.
Trata-se do general Francisco Pereira Furtado, Ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República.
Foi por via do general Furtado que o combate cerrado ao contrabando de combustível mereceu a atenção dos principais órgãos de investigação, policiais e da justiça.
A frente de uma comissão multissectorial que investigou e apurou a existência de altas patentes da Polícia Nacional de Angola (PNA) e das Forças Armadas Angolanas (FAA), Francisco Furtado fez chegar essa informação ao mais alto Magistrado da Nação que, durante o seu discurso sobre o estado da Nação denunciou, além de polícias e militares, a participação neste crime que ameaça a soberania de Angola e a segurança do Estado, o envolvimento de políticos e deputados.
Ora, se por um lado estão identificados os principais protagonistas deste crime que lesa a pátria com o prejuízo de largos milhões de kwanzas, por outro lado vemos os órgãos de defesa e segurança a encetarem um combate cerrado aos contrabandistas, na sua maioria, cidadãos congoleses.
Entretanto, é imperioso que os tais cidadãos de altas patentes na PNA e nas FAA, bem como os políticos e deputados envolvidos nestes crimes sejam conhecidos no sentido de serem "exemplarmente responsabilizados", conforme disse o Presidente João Lourenço.
Caso contrário, estaremos apenas a combater os pilha-galinhas e a proteger os bandidos de colarinho branco cujos crimes são mais lesivos ao Estado.
Ainda assim, é importante dar-se mérito ao general Francisco Pereira Furtado pela coragem que tem tido para colocar os traços nos "tês" e traços nos "is", para colocar um travão em situações onde agentes do próprio Estado cometem crimes que, regra geral, colocam o Estado democrático e de Direito em xeque.
"Filho da casa" vai conduzir o Homem que se segue no MININT
Arnaldo Manuel Carlos, actual secretário de Estado para o Interior, nomeado a 8 de Novembro, pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional, fez carreira nas fileiras da Polícia Nacional e hoje, depois de ter conduzido a tropa, tem a missão de auxiliar o novo ministro do Interior, Manuel Homem, enquanto civil, a andar nos corredores de um edifício castrense onde a ordem do mando único e a hierarquia dos graus nos ombros é a regra número 1.
Antes da sua nomeação para este cargo governativo, substituiu o Comissário-geral Paulo Gaspar de Almeida, do cargo de Comandante-geral da Polícia Nacional, em Janeiro de 2022, tendo tido uma passagem notável naquele pelouro policial.
Tido inicialmente como delfim do ex-ministro Eugénio Laborinho, o secretário de Estado Arnaldo Manuel Carlos, mostrou trabalho, competência e dedicação na missão que lhe foi incumbida pelo mais alto Magistrado da Nação e Comandante-em-Chefe, João Lourenço, situação que lhe fez, não só voltar a merecer a sua confiança, mas também, granjear a simpatia dos efectivos da Polícia Nacional aos quais tratava com imensa cordialidade e simpatia.
Aliás, nos vários encontros que mantinha com a tropa, dava conselhos no sentido destes terem um comportamento digno para não mancharem o bom nome da Polícia, mas também o bom nome de cada agente ou oficial.
Arnaldo Manuel Carlos, nascido no município do Libolo, província do Kuanza-Sul, aos 04 de Janeiro de 1967, tem agora uma outra missão pela frente: advogar, junto das estruturas governativas, a favor da corporação e dos seus efectivos que, verdade seja dita, não gozam de boa saúde financeira, muito menos têm boas condições laborais.
O facto de alguns agentes da Polícia Nacional serem apontados como os cidadãos que mais 'kilapis' ou juros fazem nos bairros não pode alegrar nenhuma chefia, principalmente, pelo facto dessa situação mexer bastante com a situação psicológica dos efectivos.
Por estes factos, o NA MIRA DO CRIME deseja às duas figuras do ano, sucessos nas suas missões e que o trabalho para os quais foram incumbidos a fazer possa ser sentido no dia-a-dia dos angolanos que nesta fase natalícia e de prenúncio de ano novo esperam por melhores dias e não perdem a esperança que a vida vai melhorar.











