ACJ condena ausência de espaço de debates nas celebrações dos 50 anos da independência de Angola
O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, mostrou-se crítico com o facto de as comemorações dos 50 anos de Independência Nacional, virem a ser marcadas por um extenso calendário de eventos, mas sem espaços de debates e balanços desses anos, no sentido de se poder referenciar conquistas e perdas e melhor assegurar uma caminhada maturada na experiência, na vontade de quem retirou lições do passado e parte fortalecido na edificação de um futuro melhor.
Por: Lito Dias
Falando em conferência de imprensa na manhã desta terça-feira, 21, em Luanda, ACJ apresentou um estudo que, na sua visão, ajuda a combater a fome, a pobreza, o desemprego, as falências, a profunda crise económica, os enormes buracos orçamentais, o elevado peso da dívida na despesa pública e abrir um período de gestão transparente dos recursos e das riquezas de Angola. "Vamos partilhar um inventário rigoroso das finanças públicas, com balanços que esperamos possam contribuir para melhorar a abordagem dos gestores políticos que tão mal têm utilizado os vastos recursos financeiros deste país, optando por uma errática e caótica política económica", disse.
Ao documento está também associado a sua perspectiva sobre os desafios do país, particularmente sobre as probabilidades existentes de recuperação da economia nacional, pretendendo proporcionar a todos os angolanos, em prazos razoáveis, um nível de vida que se possa considerar bom para todos.
Perante vícios acumulados e reiteradamente repetidos, será necessário muito rigor, disciplina, transparência e coragem para reformar mentalidades e más práticas. Mas não há outro caminho se quisermos sair de décadas de desperdício e fazer diferente, para melhor.
Para o político, a partilha de muitas outras, que tem regularmente efectuado, "com análise rigorosa e soluções apontadas, que o governo poderá abraçar se os seus membros decidirem trocar as festas e as farras, os múltiplos espectáculos calendarizados, as selecções onerosas utilizadas como ópio para adormecer as mentes de um povo sofrido, trocar agenda secundária por serviço público".
Acrescentou que o ano de 2023 marcou o início da terceira década pós-conflito.
No entanto, entende que do ponto de vista económico, "é bem sabido que as duas primeiras décadas foram oportunidades desperdiçadas. Já não temos como corrigir o passado e, por isso, o foco deve estar virado para a década que ainda tem 8 anos de futuro, particularmente à luz do Orçamento de Estado para 2025 e do Plano Nacional de Desenvolvimento (PDN) 2023-2027”.











