Retratado em livros polémicos - Antigo bófia assume que general Miala cometeu "falcatruas abusivas"
O sociólogo Miguel Ângelo, que durante vários anos labutou como agente da secreta angolana, escreveu três livros, um dos quais aborda "falcatruas de quem governa, cometidas ao longo dos 50 anos de independência". No rol de falcatruas, ressalta o nome do Chefe dos Serviços de Informação de Estado, general Fernando Garcia Miala quem recai fortes acusações, dentre as quais o cometimento segundo de várias falcatruas de forma abusiva e fatal para o Estado que se pretende desenvolvido.
O também investigador, nas declarações feitas à imprensa, na última semana, não entra em detalhes sobre as acusações que faz, mas, em linhas gerais, detrata a figura de Miala, sublinhando que ao longo dos 50 anos, o sonho dos angolanos não foi alcançado.
As suas obras "Estado de Violência - Violência de Estado: uma reflexão sociológica sobre a realidade política, económica e social de Angola" e, também, "Angola na era da pós-verdade- o Estado de Desalento e o Desalento do Estado, uma obra concluída em Outubro do ano passado, expõem revelações inéditas sobre aspectos negativos produzidos pelo actual governo.
No essencial, ele faz uma análise crítica, mais real e histórica, em função das expectativas que se foram gerando ao longo destes anos todos, sobretudo expectativas que se geraram com a proclamação da independência, em 1975. "Vamos vendo que ao longo destes anos, aquilo que era o sonho da liberdade das pessoas não foi alcançado. É esta reflexão que me proponho a fazer, como sociólogo e cidadão atento aos acontecimentos", confirmou, chamando o Estado de "falcatruado".
SINSE e contrabando de combustível
Os Serviços de Informação têm um papel transcendental em qualquer Estado, seja ele democrático, menos democrático e não democráticos. A sua eficácia é que faz a diferença.
Há questões que deveriam ser de responsabilidade dos serviços de segurança, mas não têm merecido a devida atenção. São várias, mas ressalte-se o contrabando de combustível que, vai de vento em popa.
Este mal que belisca não só a economia, mas a segurança nacional, começou há vários anos. Muitos angolanos fizeram fortuna com esse contrabando.
Embora se tenha verificado alguns discursos, inclusive do chefe Casa Militar do Presidente da República e o Ministro do Interior que apontavam para o desmantelamento dessa rede, hoje por hoje, há sinais reveladores que de que os contrabandistas são invencíveis.
Tudo indica que há áreas descobertas, propositadamente ou não, pela bófia, onde os contrabandistas, conseguem obter o combustível em quantidades assinaláveis.
Não basta, para isso, deter alguns cidadãos e aprender milhares de litros de combustível; é necessário cortar o mal pela raiz, estancando que nenhum litro saia das bombas. Os serviços de segurança sabem o seu papel neste processo.











