05 anos de espera - Demora no arranque do curso do SIC para mulheres preocupa alistadas
Numa altura em que já se sugere a sua suspensão, as alistadas para curso do Serviço de Investigação Criminal destinado a mulheres, e que esperam por ele há 05 anos, expressam a sua profunda preocupação com a situação actual, cuja implementação estava prevista com grande entusiasmo, mas, até o momento, não arranca, sem uma explicação plausível, o que as levou a produzir um documento dirigido ao Ministério do Interior a exigir explicações.
Por: Lito Dias
De acordo com a carta enviada ao Na Mira do Crime, recentemente, foram informadas sobre uma carta emitida pelo Director-Geral do SIC, Luciano Tânio Jorge Custódio Mateus da Silva, na qual sugere ao Ministério que seja suspenso o curso feminino do SIC, alegando falta de condições adequadas no posto de trabalho para a inclusão de mulheres.
Essa justificativa, segundo as inventariadas, gerou um grande desconforto entre as mulheres interessadas em participar do curso, pois, “ao invés de nos incentivar a superarmos barreiras, parece que há um retrocesso na promoção da igualdade de oportunidades no sector de segurança e investigação”.
Acreditam que a implementação deste curso representa um avanço significativo para a inclusão das mulheres em uma área predominantemente masculina, além de ser um passo importante para garantir a igualdade de género no mercado de trabalho.
“No entanto, a sugestão do Director Geral coloca em questão não apenas a viabilidade do curso, mas também a postura do SIC em relação à capacidade de adaptar-se às necessidades de inclusão de mulheres em espaços de trabalho que, historicamente, têm sido exclusivas de homens”, sublinham.
O argumento de que não existem condições adequadas nos postos de trabalho, como no centro de instrução do SIC para as mulheres, “não deve ser um obstáculo à formação e ao desenvolvimento profissional, pelo contrário nós não queremos condições, queremos formação”. Aliás, acrescentam: “O senhor Director deve servir de incentivo para que sejam tomadas as medidas necessárias para garantir que esses postos de trabalho se tornem cada vez mais inclusivos e adaptados às necessidades de todos os profissionais, independentemente do sexo”.
No documento, informam ao ministro que cumpriram todos os requisitos, pelo que; não merecem passar por onde estão a passar. “Quantos exames médicos foram feitos, há mais de 05 anos? Estamos prontas tanto física como psicologicamente há 5 anos! Decidimos largar nossos trabalhos para viver o sonho de ingressar no SIC. E cada ano que passa a idade aumenta, o nosso sonho de desejo de servir a pátria vai se perdendo com a esperança que um dia tivemos”, expuseram.
Desesperadas, pedem ao Ministro do Interior, Manuel Homem, no sentido de este manifestar-se sobre esta situação esclarecer a posição do governo em relação à suspensão do curso, bem como sobre as providências que estão sendo tomadas para garantir a inclusão das mulheres em todas as áreas de actuação do Serviço de Investigação Criminal.
Está em curso um processo de recadastramento dos efectivos dos órgãos executivos do MININT
Fonte do SIC contactada pelo Na Mira do Crime, informou que decorre neste momento um processo de recadastramento interno do SIC, que vai permitir a real necessidade do órgão com relação a novos efectivos.
Só depois deste passo haverá uma tomada de decisão, mas, neste momento não se faz porque há uma orientação do Ministro do Interior, Manuel Homem, que orienta o recadastramento de todos os efectivos dos órgãos Executivos do MININT.
Este processo, segundo a nossa fonte, dará um novo diagnostico real do que se precisa.











