Nota Positiva: A importância da URP no combate ao crime violento em Luanda
O ‘cartão vermelho’ que dois marginais altamente perigosos receberam na tarde de quinta-feira, 10, no município do Hoji-ya-Henda, província de Luanda, durante confronto com efectivos da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP) de Luanda, demonstra, uma vez mais, a importância desta ‘unidade de elite’ no combate ao crime violento, principalmente na cidade capital de Luanda.
Por: Osvaldo de Nascimento
Esta unidade, com destaque para a Brigada Moto, já foi referenciada positivamente pelo Na Mira do Crime, nesta mesma coluna, enaltecendo a preparação combativa destes polícias, de uma forma geral.
Já lá se foram os tempos em que a população saudava uma acção da polícia de forma exaustiva. O vídeo que circulou na quinta-feira, 10, após o ‘abate’ de um marginal que trocava tiros com os operativos da URP, onde a população aplaudia efusivamente os agentes, demonstra, uma vez mais, a necessidade de os polícias estarem a altura destes bandidos que circulavam a toda hora por todas as vias da cidade, com intenção de assaltar com arma de fogo, e matar pacatos cidadãos mesmo quando não há resistência.
Esta unidade, escolhida a dedo, tem bons profissionais do gatilho, e deve ser (mais) valorizada, em função da exposição e característica que estes enfrentam em relação ao confronto directo com os criminosos.
Sem desprimor as demais forças, a URP, criada há pouco mais de três anos, para além de combater à “criminalidade violenta”, é especializada em conter arruaças, manifestações violentas, motins e rebeliões contra as autoridades
Trabalha directamente como a Polícia de Intervenção Rápida (PIR), e são consideradas forças de último nível.
Desde Janeiro de 2024, esta força é liderada sabiamente pelo Superintendente-Chefe, Avelino José, saído da PIR, com passagem de destaque em Cabinda e foi escolhido justamente para conter o índice de criminalidade que na altura ameaçava os luandenses em várias artérias da capital.
Na ocasião, durante a sua apresentação, Avelino José orientou os seus efectivos a pautarem pela harmonia, rigor, disciplina e espírito de equipa, com vista a elevar o nível de prontidão e reagir com firmeza na forma de actuação.
"Viemos para vencer e não para fracassar, se formos disciplinados em tudo honraremos com maior prontidão a nossa farda”, garantiu o oficial superior em 2022, promessa que tem sido cumprida à risca.
Nas ruas escuras da capital, como é o caso do cemitério de Viana, por exemplo, quem por lá passa, principalmente por volta das 19 e 20 horas, encontra pelo menos duas equipas da Brigada Moto da URP, preparada para ‘o que der e vier’.
O mesmo acontece com as zonas do viaduto do 25, em Viana, toda extensão da Deolinda Rodrigues, Avenida Pedro, Via Expressa, EN 100.
As horas de picos (saída e regresso) dos funcionários são aproveitadas pelos marginais para cometerem assaltos, razão pela qual vislumbra-se um aparato da URP espalhada por quase toda capital, para proteger os cidadãos.
A estes bravos guerreiros, o Na Mira do Crime agradece o trabalho que tem sido feito em prol da população, mesmo sabendo que, ainda falta quase tudo em termos de condições de trabalho, para que o vosso labor seja, de facto, feito, com mais assertividade.











