Nota da Semana: Operações do SIC quer mais ‘liberdade’ para combater crimes violentos em Luanda
Nas últimas semanas, Luanda regista uma tendência de crescimento de crimes violentos, realizados com armas de fogo, que têm ceifado vidas humanas. Os bandidos não pensam duas vezes antes de disparar contra pacatos cidadãos, muitas vezes no interior de residências e em frente a crianças.
Por: Ngunza Chipenda
Os marginais, astutos como são, devem ter se apercebido que às operações do SIC baixaram nos últimos meses, por conta de uma nova orientação superior, que exige que os operacionais não devem ‘sair’ sem orientação superior.
Ou seja, dependem de um documento escrito da chefia, antes de saírem para qualquer operação, este facto, segundo alguns operativos consultados pelo Na Mira do Crime, tem criado embaraços naquelas situações de máxima urgência.
“Ninguém quer cair na pureza interna, é certo que havia alguns excessos por parte de alguns colegas, mas a liberdade de operatividade para os efectivos de choque, batia de frente com os bandidos mais perigosos da cidade, e muitas vezes impedia os crimes violentos”, disse a nossa fonte.
Nos últimos 15 dias, para além de assaltos na via pública com arma de fogo, mais de três famílias foram alvejadas durante assalto as suas residências, com crianças menores de idade a não serem poupadas das balas assassinas.
É certo que é importante regular a actividade dos operativos do SIC e estabelecer uma linha dos direitos que assiste a cada cidadão.
Por outra, é extremamente necessário que as chefias do SIC percebam que o direito à vida que assiste a cada cidadão que morre gratuitamente nas mãos destes bandidos, não pode e nem deve ser negociada.
‘Soltem’ os homens forte do SIC para colocar um termo as investidas destes bandidos que ‘atazanam’ as nossas vidas, e que a resposta seja proporcional a perigosidade que os mesmos apresentam, sempre a ter em conta que o juiz de garantias não quer enchentes nas cadeias.











