Pacote eleitoral pode dominar as atenções - JLO e ACJ voltam a reunir-se três anos depois
“Água mole em pedra dura tanto bate até furar”, esta máxima vem a propósito do encontro entre o Presidente da República, João Lourenço (JLo) e o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior (ACJ), que deve acontecer, nas próximas horas, segundo informações postas a circular no final da manhã desta terça-feira.
Por: Lito Dias
Tais notícias surgem numa altura em que vários analistas vêm defendendo o diálogo institucional, principalmente entre os principais actores políticos, de formas a discutirem as grandes questões que enfraquecem o país, tendo em conta que se vive uma grande crise alimentar, também no sector da saúde com a cólera a fazer furor.
O líder da UNITA, nos últimos 03 anos, defendeu sempre o diálogo como a única saída para se resolverem os problemas que o país vive, mas não constatou o mesmo desejo do lado do Presidente da República.
Em nota a que este Jornal teve acesso, a assessoria de imprensa da presidência da UNITA, informa que o encontro visa promover um diálogo construtivo sobre a situação política, económica e social do país, num momento em que Angola enfrenta desafios significativos que exigem responsabilidade, abertura e compromisso institucional. “A UNITA reafirma o seu empenho no reforço da Democracia e do Estado de Direito”, enfatizou.
Este jornal sabe que ACJ não perderá, neste encontro raro, a oportunidade de esgrimir todos os seus argumentos, no que o Pacote Legislativo Eleitoral diz respeito, uma vez que, nos últimos dias, exaltaram-se os ânimos na discussão das propostas do Executivo e da UNITA, com esta a acusar o MPLA de, com a proposta do Executivo, pretender engendrar a fraude.
Analistas defendem o diálogo como forma de evitar que cenários pós-eleitorais vividos em Moçambique se verifiquem também em Angola e exigem que tudo seja feito para que o país tenha uma lei que garanta eleições livres, justas e democráticas.
Também exigem do presidente da República a aproveitar este momento sublime em que dirige a União Africana, para ser o exemplo a seguir na resolução de conflitos, pelo menos internos, e na boa governação.











