No congresso – Militantes do PRA-JA disseram a Chivukuvuku que foram humilhados pela UNITA
Na hora do Adeus do PRA-JA – Servir Angola à Frente Patriótica Unida (FPU), os militantes do partido de Abel Chivukuvuku informaram-lhe que estavam a ser humilhados pelos militantes da UNITA e só não abandonaram a plataforma antes, porque tinham esperança de que um dia o partido seria legalizado pelo Tribunal Constitucional e, deste modo, se soltariam “desse ambiente sufocante”.
Por: Mara Márcia
De acordo com fontes seguras, os militantes do PRA- JA, dentro da FPU, eram tidos como “serventes” e que, várias vezes, eram inibidos de participar em reuniões onde eram abordados temas candentes relacionados com a plataforma eleitoral.
Além disso, o dinheiro cabimentado à FPU não era repartido de forma proporcional, havendo vezes em que nem mesmo viam a cor desse dinheiro. “Recebíamos todo o tipo de palavrão”, relatam, salientando que o mais ofensivo era quando diziam “que não se não fossem eles (a UNITA), nós teríamos desaparecido; pararíamos no lixo.
Ademais, “mesmo sabendo que estávamos a trabalhar para o mesmo objectivo, eramos chamados de confusos e fomos marginalizados durante a campanha eleitoral de 2022”.
Para as nossas fontes, Abel Epalanga Chivukuvuku, ao afirmar que recebeu “a responsabilidade do Congresso para preparar o partido para a necessidade de poder ter que avançar para as eleições sozinho” estará a dizer que foi pressionado a tomar tal decisão, porque os seus seguidores “já não aguentavam mais”.
A fonte que temos vindo a citar adiantou que, ao nível da direcção da FPU, o entendimento é tido como irrepreensível, por haver concertação permanente, mas esse ambiente não tem sido transferido para base onde, porque mesmo com a já legalização do PRA-JA, as afrontas continuam.
Sabe este Jornal que durante os debates no conclave alguns militantes se opuseram à saída do partido da FPU, sublinhando a ideia de que a “união faz a força”. Outros defendiam rotatividade na liderança da plataforma, doravante, uma questão minimizada por Abel Chivukuvuku que disse pretender ter como prioridade mudar o status quo, independentemente de quem estiver à frente da FPU.
Os próximos meses, com o congresso da UNITA à vista, serão decisivos no posicionamento oficial da plataforma eleitoral, numa altura em que os presidentes da UNITA e do Bloco Democrático felicitam a confirmação em partido do PRA-JA com a realização do seu Congresso Constitutivo e tomam nota com pesar da sua decisão de abandonar unilateralmente a FPU, suspendendo os Acordos e Proclamação firmados.
De salientar que AC não fechou a porta à concertação política com quem quer que seja. “Há a possibilidade de fazermos concertações, mas você arruma primeiro a tua casa, depois é que vai viver a casa do vizinho”, rematou.











