Otoniel Fernandes - Administrador Executivo dos Correios de Angola acusado de nepotismo, abuso de poder e incompetência
Otoniel Bráulio da Cunha Fernandes, Administrador Executivo para Área de Tecnologias de Informação e Comunicação da Empresa Nacional dos Correios e Telégrafos de Angola, está a ser acusado por um grupo de trabalhadores daquela instituição pública de alegadas práticas de nepotismo, má gestão, falta de conhecimento em administração, ingerência em vários departamentos que compõem a instituição, abuso de poder, entre outros males.
Por: Cambundo Caholua
Numa carta enviada à redacção do Na Mira do Crime, o colectivo de trabalhadores da referida empresa estatal, afecta ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), denunciam que aquele responsável não tem qualificações em gestão. Aliás, os funcionários alegam que, por essa causa, tem incorrido em erros de vária ordem e atropelos de certas normas.
"Não tem conhecimento em gestão, comete várias gafes totalmente graves, e demonstra atitude arrogante e sem estratégia de trabalho, atropelando normas de tramitação de operações. Além disso, é criador de intrigas entre direcções", sublinham na carta.
Segundo ainda o documento, no capítulo do nepotismo, Otaniel, que está no cargo desde o ano de 2023, nomeado em Decreto Presidencial, é acusado de inserir familiares seus e em pouco tempo de serviço ter os nomeados em cargos de chefia, mesmo sem conhecerem os meandros da casa, deixando de fora funcionários com mais de 15 anos de serviço nos Correios de Angola.
"Trata-se de Amélia Bandeira, bem como Manuel Luís, nomeado como chefe de departamento na direcção de Tecnologia e Informação, todos com menos de um ano de serviço", revelam, acrescentando que os dois indivíduos ora nomeados não têm experiência profissional.
Por outro lado, os queixosos lamentam o facto de o acusado ter exonerado Gilberto Dala, um Chefe de Departamento na Direcção Comercial, quadro com vasta experiência no sector e com mestrado em administração e comércio, que, agora, foi nomeado para comandar uma loja de 3ª classe, isto é, num contentor sem quaisquer condições de trabalho.
"A directora comercial explicou ao administrador que o colega hora exonerado seria uma mais-valia naquela direcção, mas o senhor Otoniel não quis ouvir", realçam.
Os funcionários recordam que com a antiga gestão dos Correios de Angola também já viveram momentos conturbados de várias irregularidades e vícios.
Entretanto, salientam que tão logo essa nova Comissão Administrativa tomou posse, os mesmos achavam que a empresa teria um outro rumo e que tudo seria um "mar de rosa".
"O Conselho de Administração passado foi uma gestão com bastantes dificuldades para dar continuidade e levar os Correios de Angola rumo à evolução, isso deu-se por falta de experiência e arrogância que o anterior conselho apresentava", começaram por culpar.
"Neste novo conselho, achamos que tudo iria mudar, e no princípio alguma coisa mudou, mas um dos grandes desequilíbrios deste Conselho de Administração é o Administrador Otoniel Fernandes", concluíram.
Vão mais longe e acusam de igual modo aquele administrador de estar a influenciar em vários departamentos que compõem os Correios de Angola, usando intrigas para benefícios próprios, sendo que o mesmo tem sido visto a movimentar-se para a direcção de operações postais, dando ordens e implementar mecanismo de trabalho, o que, de certa forma, tem criado transtornos nos modos de operações naquela área.
"Diz aos funcionários que o administrador da área das operações e o director das operações não percebem de serviços de operações postais, um serviço que ele próprio também não entende", cita a carta.
Dizem ainda que usa o nome do PCA e do ministro para intimidar os funcionários, e alegam que o actual Presidente da Comissão Administrativa dos Correios de Angola, Ederson Cruz de Sousa Machado, também nomeado em Decreto Presidencial, isto em 2023, nada faz para pôr um fim nesse desiquilíbrio.
Sentem-se "filhos esquecidos” do MINTTICS, mas afirmam que têm certeza que muitos administradores que mandam nos correios não têm nada para agregar.
Este jornal endereçou uma carta à direcção dos Correios de Angola, a fim de ouvi-la sobre as acusações que pesam sobre o Administrador Executivo, Otoniel Fernandes, mas, passada uma semana, aquela instituição pública não respondeu.











