João Lourenço convoca Conselho de Segurança Nacional com Manuel Homem e Ribas com a cabeça na ´guilhotina´
Quando o Presidente da República convoca a reunião do Conselho de Segurança Nacional, muitos corações batem acima do normal, por ser um meio onde as críticas e sugestões são feitas de forma mais assertiva ou não, de formas a produzir bons ou maus resultados. Dito doutra maneira, quem apresentar neste fórum propostas ou dados irreflectidos estará a enganar a nação inteira.
Por: Lito Dias
João Lourenço convocou este órgão de consulta, para uma reunião esta terça-feira, 05, precisamente uma semana depois da greve dos taxistas que, contra todas as expectativas, desembocou em actos de vandalismo e pilhagem, onde as forças de defesa e segurança, sem olhar a meios, reagiram a quente e, uma vez mais, foram coladas à prova.
O enredo causado mexeu com o país e com o mundo, olhando para forma como foi mediatizado ante a desproporção de forças envolvidas.
Nas entranhas, manchou o bom nome de Angola, tendo sido, por isso, visíveis os esforços alguns dos quais incomuns para se repor a ordem e a tranquilidade de qualquer maneira.
Espera-se que a reunião do Conselho de Segurança Nacional trate de assuntos que levam o país a sair do fundão em que se encontra com vários cenários evitáveis a mancharem a sua imagem.
Na análise da actual situação político-militar do país, com especial atenção para os últimos incidentes registados em diversas províncias, espera-se que várias situações sejam acauteladas para prevenir actos de género.
Mais do que acautelar, espera-se o Chefe de Estado proponha ao seu conselho mudanças profundas na estrutura de defesa e segurança.
Não será inimaginável mexer, principalmente na chefia das Polícia Nacional e do Ministério do Interior, que, para já, tem Manuel Homem e Francisco Ribas com a cabeça na guilhotina.
O mesmo já não se pode dizer em relação à Polícia Nacional, Serviço de Investigação Criminal e o SINSE que não terão ajudado bastante o Estado a ajuizar a gestão dos movimentos grevistas.
Em última análise, ao nível das Forças Armadas Angolanas, só em último caso, estariam associadas às imprecisões verificadas na gestão de actos de vandalismo verificados, com maior incidência em Luanda, deixando transparecer a inexistência das forças de defesa e segurança.
O assunto é mais sério do que alguns pensam. Por um lado, está a forma como os cidadãos se organizaram, espontaneamente, para às acções de vandalismo, como se o país não tivesse instituições vocacionadas para dar tratamento a esse tipo de situações.
Por outro lado, estão as forças de ordem que, não poucas vezes, abdicam da sua missão preventiva e partem para a missão meramente reactiva, com algum susto, usando meios letais, na maioria dos casos contra cidadãos indefesos.
Considerando o exposto, é evidente que há consequências para qualquer actos de género.
Aliás, um país inseguro não deve esperar investimento estrangeiro efectivo e diversificado.
A segurança, as condições de infra-estruturas, transporte associados ao pessoal qualificado podem atrair o investimento estrangeiro na dimensão que se pretende.
A aposta no turismo é outra aposta do governo angolano, mas a sua efectivação persegue as condições acima expostas. Muita coisa ainda há por fazer para que o turismo não afunde.
O Conselho de Segurança Nacional, como instância de consulta do Presidente da República de Angola para assuntos relacionados à segurança nacional, incluindo a política e estratégia de segurança, organização das Forças Armadas e outros órgãos de segurança, tem uma missão ingente, na preservação da segurança das populações e na defesa da integridade territorial do país.











