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Polícia perdeu os espinhos na rosa

Polícia perdeu os espinhos na rosa


Na Mira do Crime -Belchior Resende

Com a tomada do novo corpo directivo da Polícia Nacional, mormente a subida do actual comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, parece que os bandidos e a bandidagem desafiam aquele que um dia disse que a Polícia, para além de oferecer rosas, também tem espinhos.

Depois do show dos desmaios, a promessa de afastar todo aquele efectivo que aceitar ser corrompido ou corromper, apontando o dedo directamente aos agentes da Polícia de Trânsito, Paulo de Almeida ainda procura à ‘fórmula mágica’ para fazer esquecer um Ekuikui, Panda ou ainda um ‘simples’ Quim Ribeiro.

Fala-se em boca pequena nos corredores do CGPN, que seria mais-valia o general Miala assumir três pastas, Interior, Comando Geral e o SISM, do que “ficar sob comando do actual comandante-geral”.

Para muitos efectivos, o tempo de Almeida e boa parte dos oficiais superiores que exercem cargos de chefias, terminou.
“É claro que deram muito enquanto vestidos com a farda azul, mas, é necessário injectar sangue novo. É preciso acabar com o amiguismo no seio da Polícia Nacional”.

Para além de promessas e ameaças que são o cartão de visita do actual CG, espera-se uma autoridade ‘campal’. Alguém que durma pouco e fiscaliza mais, estilo a Sebastião Martins.

É importante que se dê exemplo antes de cobrar resultado, independentemente da idade, os agentes, enfim, população, quer um comandante que se faça presente ao terreno. Que surpreenda os seus coadjuvantes. Daí o nome de comandante.

O número de crimes violentos em toda extensão do território nacional tende a aumentar, os delinquentes aprimoraram a sua forma de actuação, estão mais ‘atrevidos’ e destemidos.

Depois do assalto mortal que se deu no entroncamento entre a Avenida Deolinda Rodrigues e a Rua dos Comandos, no Cazenga, há pouco mais de dois meses, o comando municipal do Cazenga coloca, todos os dias, duas patrulhas exactamente no local onde aconteceu o crime. Como se os mesmos indivíduos tivessem a ideia de regressar ao local e cometer a mesma acção.

Perde-se tempo com meios rolantes e humanos num ponto, enquanto outras zonas do Cazenga vivem à mercê dos meliantes.
O mesmo acontece com a esquadra-móvel que está próximo do local onde foi assassinado o antigo jogar do Petro de Luanda, Chinho. Reativou-se a roulotte, e colocaram um agente que se esconde todos os dias por detrás dos escombros que apelidam de “esquadra-móvel”.

A Polícia Nacional deve entender que, para combater-se o crime e os criminosos, aspectos importantes como armar agentes com mais balas, protecção individual, bem como dar importância a todos os efectivos, independentemente da patente, deve ser um aspecto não negociável.

Por outra, vale a pena ressalvar que a promoção de categorias deve estar ao alcance de todos, a oportunidade de formação, também.
Não se admite que só os filhos ou familiares de pessoas ‘graúdas’ sejam promovidas. A velocidade com que o antigo porta-voz do CPL, Mateus Rodrigues, ascendeu trouxe vertigens a muito efectivos. A indicação do actual segundo comandante municipal de Viana, filho do antigo comandante-geral, também faz ‘espécie’ noutras paragens.

Criminalidade está controlada, diz Paulo de Almeida

O Comandante geral da Polícia Nacinal, Paulo de Almeida, disse na segunda-feira, 01, na província do Huambo, que a situação da criminalidade no país está controlada, após um balanço da taxa, que ronda entre 40 e 45 por cento, abaixo da média internacional.

Durante o discurso na abertura da 2.ª Conferência Científica Regional sobre Segurança Pública, uma iniciativa do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, o comissário-geral da corporação admitiu que as actuais cifras de criminalidade em Angola não são tão alarmantes.

Sem entrar em detalhes estatísticos, considerou que, atendendo à extensão territorial, ao número de habitantes e às condições sócio-económicas dos cidadãos, a situação da criminalidade no país está controlada.

O comandante-geral da Polícia Nacional mostrou-se preocupado, ao reconhecer que ainda há muito a ser feito, para se conseguir reduzir, consideravelmente, a criminalidade no país, algo que, segundo ele, deve engajar a sociedade a assumir as matérias de segurança pública.

O principal objectivo desta 2.ª Conferência Científica, cujo lema é “Segurança pública, uma responsabilidade da sociedade”, é o de caracterizar o actual contexto de segurança pública nas províncias de Benguela, Bié, Cuando Cubango, Cuanza Sul e Huambo.

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