A um pé da presidência da República - Adão de Almeida “sobe” para Assembleia Nacional
O actual Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão Francisco Correia de Almeida, vai substituir Carolina Cerqueira na presidência da Assembleia Nacional que, segundo fontes deste jornal, terá se apresentado indisponível para continuar em funções até às eleições de 2027.
Por: Lito Dias
O Bureau Político do MPLA, reunido nesta quinta-feira, 13, aprovou a nomeação de Adão de Almeida para o cargo de presidente da Assembleia Nacional, em substituição de Carolina Cerqueira, oito anos depois à frente do hemiciclo. Trata-se de uma decisão inesperada, tendo em conta que o seu nome, de um tempo a esta parte, vem figurando na lista dos prováveis substitutos de João Manuel Gonçalves Lourenço, na presidência da República, a par de Manuel Homem, Mara Quiosa, General Fernando Garcia Miala e Norberto Garcia.
No entanto, para corresponder este desiderato, no ar continua a pairar a ideia de que Garcia Miala, assim como Higino Carneiro, no seio do MPLA, estão longe de conseguir tal oportunidade isto porque quem manda no partido no poder e na República chama-se João Lourenço. E este olha para trás com melancolia que o levou a definir muito recentemente, que o próximo Chefe de Estado deve ser um jovem, numa aposta semelhante a que levou José Eduardo dos Santos ao poder em 1979, quando tinha apenas 37 anos; e não aquela aposta feita em 2017.
A nossa fonte disse que, embora Adão de Almeida tenha sido indicado para este cargo, não quer dizer que, automaticamente, não possa ser cabeça de lista do MPLA nas eleições de 2027. Aliás, defende, ele foi simplesmente indicado e quem o indicou pode, no próximo congresso do partido, trazê-lo como candidato à presidência da República, “sem ferir lei alguma”. Seja como for, Adão vai entrar, agora, numa posição confortável que o mantém, ou na Assembleia Nacional, na Vice-Presidência, ou na Presidência da República.
Entre a necessidade de se ter um presidente jovem e um presidente competente, eis os factores que deverão dominar as escolhas de João Lourenço e, mais tarde, do Bureau Político, para se ter um Chefe de Estado à altura da necessidade de Angola.
Lourenço, ao entender que uma nova aposta num candidato mais velho, como foi o seu caso, para liderar o país, seria um retrocesso, está a deixar bem confortável os jovens que já perfilam, nomeadamente Manuel Homem, Mara Quiosa, Norberto Garcia e o próprio Adão de Almeida.
No contexto actual, a indicação de uma mulher para a presidência da República seria um caso de nobreza, se formos a ver que a representação feminina nos cargos públicos tem sido arrancada com martelos e picaretas.











