Professores na Huíla ameaçam com greve caso Governo não resolva pontos pendentes no caderno reivindicativo
O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), na província da Huíla, realizou neste sábado (10), no Lubango, uma assembleia de trabalhadores, que contou com a participação de mais de 900 professores, enquadrada numa jornada de âmbito nacional, com o objectivo de analisar o ponto de situação das negociações do caderno reivindicativo com o Ministério da Educação, e deliberar sobre a eventual declaração de greve, face ao impasse negocial e à falta de respostas concretas por parte do Governo.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Decorrido no pavilhão multiuso do Benfica, no final do encontro, o secretário provincial do SINPROF na Huíla, David Tiago Caetano, disse que os professores poderão avançar para a greve caso o Executivo não resolva os pontos ainda pendentes no processo negocial.
O dirigente explicou que a reunião serviu para informar os professores sobre o andamento das negociações mantidas entre o SINPROF e o Ministério da Educação, tendo sido apresentados os resultados alcançados.
Segundo esclareceu, alguns pontos foram consensualizados, enquanto outros permaneceram sem acordo, razão pela qual os docentes decidiram manter a possibilidade de greve.
David Tiago Caetano sublinhou que um dos principais motivos de discórdia prende-se com o horizonte temporal avançado pelo Governo, que aponta o mês de Julho como prazo para as actualizações e enquadramentos nas categorias e promoções na folha salarial, situação que os professores consideram demasiado tardia.
O secretário provincial referiu ainda que os docentes defendem a redução desse prazo, propondo que as actualizações ocorram até ao mês de Maio.
Acrescentou que, enquanto direcção provincial do SINPROF, cabe-lhes remeter esta posição às instâncias superiores, nomeadamente ao Governo Provincial, ao Gabinete Provincial da Educação e ao MAPTESS.
Explicou que os pontos mais estruturantes do caderno reivindicativo estão relacionados com a promoção de professores que não foram enquadrados entre os anos de 2021 e 2023, bem como com a actualização salarial de docentes que continuam a auferir como técnicos médios, apesar de já possuírem formação superior, incluindo licenciaturas, mestrados e doutoramento.
O sindicalista concluiu, afirmando que, caso o Governo aceite resolver estas situações até Maio próximo, a greve poderá ser evitada. No entanto, advertiu que, mantendo-se o prazo até Julho, os professores decidiram avançar para a greve a qualquer momento, embora sem data definida.











