Moradores denunciam quadrilha de marginais que se fazem transportar de um mini-autocarro para protagonizar assaltos em residências no Talatona
Quatro elementos não identificados, que circulam num mini-autocarro de cor branco, com a chapa de matrícula LD-98-82-BT, estão a ser acusados de protagonizar assaltos num estabelecimento comercial (bar), localizado no bairro Soba Capassa, Rua G, Travessa 11, no município de Talatona, na madrugada desta quarta-feira, 11, tendo sido vítima o cidadão Nicodemos Alves, de 26 anos de idade, conhecido por “Angel”.
Por: Adão Paxi
Segundo a vítima, por volta das 4 horas da madrugada, um vizinho que regressava do Hospital Geral, onde acompanhava a esposa, apercebeu-se da presença de um mini-autocarro branco estacionado em frente ao estabelecimento.
Ao observar atentamente, constatou que haviam quatro indivíduos a retirar diversos bens do interior do bar.
Entre os bens subtraídos constam um fogão, uma botija de gás, um televisor plasma de 32 polegadas, quatro caixas de bebidas alcoólicas da marca Yolo, todas as garrafas de vinho tinto que se encontravam na prateleira, champanhe, grades de cerveja Cuca em lata, refrigerantes Coca-Cola, Gin Gordon e ainda o aparelho de som utilizado no bar.
“O vizinho viu um mini-autocarro branco parado em frente ao nosso estabelecimento. Ficou a observar o movimento e percebeu que estavam a tirar a botija, o fogão e outros materiais. Ligou-me para confirmar se éramos nós. Quando recebi a informação, às 4 horas da manhã, acordei os meus irmãos. Assim que os suspeitos notaram o nosso movimento, colocaram-se em fuga. Seguimo-los de motorizada e eles entraram pela zona do Hospital Geral e saíram pela via que dá acesso ao Calemba II”, disse.
A vítima afirmou que houve coragem e determinação em perseguir os suspeitos, mas o receio falou mais alto.
“Desconfiámos que poderiam estar armados, e isso fez-nos parar de segui-los. É provável que tenham escondido o autocarro num quintal. Tivemos receio de nos aproximar demasiado, porque não sabíamos se estavam armados”, afirmou.
Um morador da zona, que preferiu manter o anonimato, descreveu o clima de insegurança que se vive no bairro.
“Ultimamente, depois da meia-noite, os cães ladram muito, e isso já levanta suspeitas. Muitos de nós chegamos tarde a casa e somos obrigados a passar por aqui. Agora fazemos tudo com receio. O bairro está a tornar-se muito perigoso”, lamentou.
Os moradores apelam às autoridades competentes para o reforço do patrulhamento policial na zona, sobretudo nas madrugadas, a fim de travar a actuação dos criminosos e garantir maior segurança à população.










