50 Anos de Polícia Nacional: Chefe da Casa Militar do PR alerta para ameaças globais que desafiam as forças de defesa e segurança
A Polícia Nacional de Angola celebrou, neste sábado, 28 de Fevereiro, o seu 50.º aniversário, numa cerimónia solene realizada no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais General Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem, em Luanda.
Por: Adão Paxi e Débora Manuel
O acto central foi presidido pelo general na reforma Francisco Pereira Furtado, chefe da Casa Militar do Presidente da República, em representação do Chefe de Estado e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço.
A cerimónia contou com a presença de altas entidades do Estado, dentre as quais o ministro do Interior, Manuel Gomes da Conceição Homem; o comandante-geral da Polícia Nacional; o procurador-geral da República, venerandos juízes conselheiros presidentes dos tribunais superiores; deputados à Assembleia Nacional; membros do Executivo; embaixador de Portugal acreditado em Angola; representantes de países da SADC e da CPLP; e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas.
Durante a sua intervenção, o chefe da Casa Militar destacou o simbolismo da data, sublinhando que o Jubileu de Ouro constitui uma homenagem às gerações de homens e mulheres que integraram o antigo Corpo de Polícia Popular de Angola (CPPA), hoje Polícia Nacional de Angola, no período pós-independência.
Francisco Pereira Furtado recordou que, na sequência da independência nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, a corporação soube responder às exigências da época, garantindo a segurança pública e a ordem interna, mesmo em contextos adversos. Salientou ainda a aprovação da Lei n.º 6/20, de 24 de Março, que estabelece a organização e o financiamento da Polícia Nacional, como marco importante no processo de modernização institucional.
“Celebramos, hoje, os 50 anos da Polícia Nacional de Angola com elevado sentido de responsabilidade e visão estratégica, conscientes de que os desafios da segurança contemporânea exigem preparação constante, capacidade de adaptação e elevado profissionalismo”, afirmou.
No seu discurso, o representante do Presidente da República alertou para as ameaças globais que desafiam as forças de defesa e segurança, tais como o terrorismo, o narcotráfico, o tráfico de órgãos humanos, o crime organizado, os crimes associados às criptomoedas, a desinformação e a violação das fronteiras aéreas, marítimas e terrestres.
Segundo o responsável, estes fenómenos devem constituir desafios permanentes para a corporação, exigindo maior coordenação, reforço tecnológico e formação contínua dos efectivos.
De acordo com o governante, os resultados alcançados ao longo de cinco décadas são fruto de um capital humano cada vez mais qualificado, aliado ao uso de tecnologia moderna, melhoria nos sistemas de comunicação e maior eficácia na actuação.
“A celebração dos 50 anos deve ser vista como uma grande manifestação de vitória, sobretudo porque ainda partilham connosco esta data os protagonistas da epopeia iniciada a 28 de Fevereiro de 1976”, referiu.
No balanço apresentado, foi destacado que a corporação tem participado com êxito em operações de grande dimensão e complexidade, nomeadamente no combate ao contrabando de combustíveis, à imigração e pesca ilegais, ao tráfico ilícito de recursos naturais estratégicos e aos actos de vandalismo contra bens públicos.
Foram igualmente referidas as operações de recolha e substituição de armas de guerra anteriormente em posse de empresas privadas de segurança e sistemas de autoprotecção.
“Além das funções estritamente policiais, muitos efectivos têm desempenhado papéis relevantes noutros sectores do Estado, incluindo a docência, a medicina, a pilotagem e a diplomacia, contribuindo para o desenvolvimento nacional”, disse.
Ao completar meio século de existência, a Polícia Nacional reafirma, assim, o seu compromisso com a defesa da legalidade, da ordem pública e da soberania de Angola.











