Administração nada faz – Moradores do Kicolo exigem remoção da praça de pedras na rua da Conduta
Os munícipes da comuna do Kicolo apelam às autoridades a tomarem medidas urgentes para que se ponha fim à venda de material de construção na zona da Rua da Conduta, que além de criar um aspecto desagradável ao ambiente estético da rua, danificam os passeios e têm colocado em risco a vida dos cidadãos que são obrigados a dividir a estrada com as viaturas.
Por: Solange Figueira
Os munícipes relataram ao Jornal Na Mira do Crime que a situação tem piorado cada dia que passa. Camiões carregados de resíduos têm perfilado no local ao encontro de cidadãos que encomendam para compra e posteriormente revenda.
Segundo a senhora Helena, moradora do bairro há vários anos, no princípio, o material tinha como destino um espaço da obra de uma empreiteira chinesa, que depositava os restos de detritos de construção para entulhar uma zona localizada defronte à empresa WM.
A cidadã disse que a situação prevalece há já cinco meses, sob olhar destemido da administração, quando o entulho passou a vir misturado com material metálico que tem sido aproveitado para pesa-lo.
A moradora contou que o negócio se tornou lucrativo, o que tem juntado muita gente no local e permitido a circulação de camiões, afectado até a entrada que dá acesso ao Hospital do Kicolo.
"Colocaram pedras no passeio, sem receio algum, e as pessoas são obrigadas a caminhar pela estrada. Aqui tornou-se perigoso porque de noite os bandidos se escondem nas pedras. A pequena cabine eléctrica que fornecia a energia aos postes de iluminação foi totalmente vandalizada, levaram tudo e, de noite, a escuridão facilita os bandidos,", sublinhou a senhora.
O que mais apoquenta os moradores é o facto de administração dominar a situação e nada fazer. “Até a entrada do Centro Médico foi fechada com pedras, só se pode chegar lá de motorizada. Mas ainda acho que haja elementos da administração por detrás de tudo, caso contrário já teriam tomado medidas contra esta pouca vergonha", desconfiou um morador.
Pedem a intervenção das autoridades e apelam ao governo da província de Luanda a fazer um levantamento para se saber quem está por detrás do referido negócio. "O governador tem que andar mais, o que se vê nesta rua é extremamente vergonhoso, uma rua pavimentada e do nada torna-se um ponto de venda de pedras ao ponto de impedir a livre circulação de pessoa”; disse.
A nossa equipa de reportagem tentou, por vários dias, falar com o administrador da comuna do Kicolo, mas não teve sucesso.











