Atrasos salariais - Bolseiros angolanos em Portugal podem desistir dos estudos
Os estudantes angolanos bolseiros do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), incluindo os do Regime Especial, actualmente em programas de graduação em Portugal, vêm por meio deste tornar pública uma situação que consideram preocupante que afecta dezenas de estudantes.
Por: Lito Dias
Segundo um comunicado a que este Jornal teve acesso, desde o mês de Janeiro de 2026, que os estudantes estão sem receber os subsídios mensais, conforme previsto no contrato de bolsa.
"Muitos dos estudantes chegaram a Portugal em Novembro de 2025 e, desde então, receberam apenas um pagamento", confirmam. Para eles, esta situação está a provocar graves dificuldades de sobrevivência, tais como: dificuldade para pagar renda de alojamento, levando alguns estudantes a risco de despejo; falta de recursos para alimentação diária; impossibilidade de pagar transportes para deslocação às universidades; e a falta de dinheiro para materiais académicos e laboratoriais, essenciais para aulas práticas.
Não é só isso. Tal situação está a afectar directamente o desempenho académico, colocando muitos estudantes em risco de reprovação, perda da bolsa e regresso forçado a Angola .
Os estudantes recordam que o contrato assinado com o INAGBE prevê o pagamento regular do subsídio mensal, o que até ao momento não está a ser cumprido.
"Também manifestamos preocupação com o facto de que muitos estudantes que tentam reclamar ou pedir esclarecimentos são frequentemente rotulados como 'bolseiros rebeldes', o que cria um ambiente de medo e silêncio.
Sem mãos a medir, apelam com urgência o Governo de Angola o INAGBE o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, no sentido de regularizem "imediatamente os pagamentos em atraso e garantam uma comunicação clara, transparente e responsável sobre a situação dos bolseiros".
Lembram que os estudantes angolanos no exterior representam o futuro académico e profissional do país, e merecem condições dignas para prosseguir os seus estudos. Este Jornal está a envidar esforços para obter a versão do INAGBE sobre este caso que se afigura operoso.











