Funcionários da Casa Militar sem subsídios após missão em Mavinga pedem intervenção do PR João Lourenço
Funcionários efectivos da Casa Militar denunciam alegados atrasos no pagamento de subsídios a trabalhadores que participaram numa missão oficial em 2025, no município de Mavinga, província do Cuando.
Por: Laurentino Tchatuvela
Segundo a denúncia, apresentada ao Na Mira do Crime por fonte anónima, no dia 11 de Junho de 2025, um grupo de 26 elementos da instituição castrense foi mobilizado a partir de Luanda com o objectivo de prestar serviços na montagem de uma base para o novo hospital de campanha naquela região do país.
Dentre os integrantes da missão constavam dois oficiais supervisores da mesma instituição. De acordo com a fonte, a deslocação ocorreu sob orientação superior do Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, do brigadeiro Benedito e do Tenente-coronel Camate.
Inicialmente, a missão tinha a duração prevista de seis meses. Porém, os trabalhos decorreram durante cerca de quatro meses, período que, segundo os participantes, foi marcado por diversas dificuldades relacionadas com as condições climáticas, alimentação e habitação.
A fonte explica ainda que, dos 24 elementos que regressaram da missão, nove eram efectivos e 15 eventuais.
Os efectivos continuaram a receber os seus salários mensais, enquanto os trabalhadores eventuais continuam sem receber os valores correspondentes ao trabalho prestado. “Alguns colegas deixaram as suas esposas e filhos em Luanda, muitos recorreram a empréstimos e dívidas para sustentar as famílias durante a missão, acreditando que seriam pagos posteriormente”, refere o denunciante.
O funcionário afirma igualmente que existem trabalhadores que participaram em missões em localidades como Mavinga, Likuwa e Huambo que ainda aguardam pela regularização dos seus subsídios. Sublinhou que os responsáveis ligados ao brigadeiro Benedito terão ido ao Palácio da Cidade Alta para prometer a regularização dos pagamentos em atraso, promessa que, de acordo com os trabalhadores, até ao momento não foi cumprida.
A fonte acrescenta também que um trabalhador eventual que participou na missão em Mavinga terá sido posteriormente afastado da instituição sem que, tivesse recebido o subsídio correspondente ao período de trabalho prestado.
Perante a situação, os denunciantes apelam à intervenção do Presidente da República, solicitando que a situação seja analisada e que os trabalhadores recebam os valores monetários que lhes são devidos. “Somos homens da linha da frente e também temos famílias que dependem de nós”, concluiu a fonte.











