Advogados dos cidadãos russos julgados por terrorismo em Angola exigem a presença em tribunal dos generais Higino Carneiro, Dino Matross, Lukamba Gato e de Adalberto Costa Júnior como declarantes
Arrancou na manhã desta terça-feira, 24, no Tribunal da Comarca de Luanda (Palácio Dona Ana Joaquina), 3.ª Secção da sala dos crimes comuns, o julgamento do processo-crime número 224, que envolve dois arguidos de nacionalidade russa, identificados por Igor Rotchin Mihailovich e Lev Matveevich Lakshtanov, e dois arguidos de nacionalidade angolana, identificados por Oliveira Francisco, secretário para a mobilização da JURA, braço juvenil da UNITA também conhecido por “Buka Tanda”, e Carlos Tomé, jornalista da Televisão Público de Angola (TPA), acusados nos crimes de associação criminosa e terrorismo.
Por: Cambuta Vieira
A sessão de julgamento estava marcada para às 09 horas, e a equipa de reportagem do Jornal Na Mira do Crime estive desde às primeiras horas da manhã no local, para reportar os factos. Mas, a audiência só teve o seu início às 10 horas e 21 minutos.
Após abertura da sessão pelo juiz da causa, Gerson Damião, foram concedidas palavras aos advogados de defesa.
Em sede de questões prévias, o advogado de defesa dos cidadãos Russo, identificado por Eliseu Nguinite, entendeu que é necessário a presença do general Higino Carneiro, general Arlindo Lucas Paulo Lukamba "Gato", general Julião Paulo "Dino Matross", engenheiro Adalberto Costa Júnior, deputado Manuel Armando da Costa, engenheiro António Venâncio, Superintendente do Serviço de Investigação Criminal, Manuel, Rodrigo Luciano Catimba, vice-presidente da ANATA, Francisco Paciência, da ANATA, Francisco Osvaldo da ATA, bem como a presença de um perito forense da Agência de Protecção de Dados, na qualidade de declarantes.
Já a defesa dos cidadãos angolanos, David Guz, requereu que o tribunal convocasse na qualidade de declarantes, o director-geral dos Caminhos de Ferro de Benguela, director geral da Endiama, director-geral da Sodiama, director-geral da Biocom, bem como o governador da província de Malanje.
Em entrevista, Guz frisou que obedecendo o princípio da igualdade que é fundamental, verificaram uma situação que é insólita junto do Estabelecimento Penitenciária de Viana.
Em acto contínuo, David Guz, realçou que, há um elemento fundamental que deve se colocar em consideração, que é o princípio da legalidade, tendo se verificado que o seu constituinte (Oliveira Francisco), terá sido retirado do meio de outros arguidos e, colocado em uma viatura sem ventilação. Este facto, sublinhou, só mudou depois de entrar na viatura um cidadão russo.
Os arguidos são acusados da prática dos crimes de associação criminosa e terrorismo. Segundo a acusação, os detidos fazem parte de uma organização internacional com o objectivo de desestabilizar Estados e governos, com particular incidência em África.
A próxima sessão de audiência está marcada para o dia 14 de Abril, pelas 09 horas.











