Secretário provincial do PRS no Huambo denuncia perseguição e ameaças de morte por grupos organizado do Huambo e Luanda
O secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS), Soliya Selende Lumumba, denuncia que está a ser perseguido e ameaçado de morte, constantemente, por um grupo de pessoas residentes no Huambo e outro saídos de Luanda, por ter denunciado esquemas na Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (FAA), entre outros projectos inacabados na região.
Por: Laurentino Tchatuvela
Falando ao Na Mira do Crime, o político explicou que está a sofrer ameaças de morte, "recebi uma mensagem dizendo que há um grupo no Huambo com a agenda de me eliminar, e alguns dirigentes do MPLA apoiam", acusou.
“Venho sofrendo perseguições desde 2019, quando tinha sido envenenado, graças a Deus consegui superar, depois passei por outras tentativas antes das eleições de 2022, houve um senhor que estava à minha espera à noite, na área do Calobringo, com a pretensão de me balear, sendo que eles andavam dois,” explicou.
No entanto, diz o político, "um deles, que não portava arma, informou a um dos meus amigos, de seguida, esse amigo informou-nos, dizendo que Soliya Selende Lumumba teria sido morto por alguém bem identificado no Huambo, conforme se apurou,” frisou.
“Dois indivíduos entraram na minha casa, isto na centralidade do município da Caála, enquanto outro ficou numa motorizada, eles receberam-me um telefone, daí meteram-se numa motorizada e regressaram,” referiu. Segundo diz, tudo isto acontece tendo em conta algumas denúncias que está a fazer sobre obras inacabadas.
“Faço isso desde 2017, constatando obras de algumas escolas, hospitais, falta de medicamentos, assim como outras denúncias levantadas por conta do abandono dos ex-militares,” sublinhou.
Recentemente, disse, "tivemos que defender alguns trabalhadores da Administração Municipal do Huambo, que não recebem salários há muitos meses.
Eles nos procuraram, daí apresentaram a denúncia para que fossem inseridos na função pública, tornamos a informação pública, formalizamos um documento que seria dirigido a PGR, assim que a administração tomou conhecimento, conseguiu convencer alguns deles, posteriormente, outros elementos da própria administração foram ao contro dos denunciantes convenceram-nos e assinaram um contrato temporário e passaram a receber salários de Janeiro até este mês em curso,” esclareceu.
“Essas denúncias que estamos a apresentar, penso que preocupam alguns que deram cabo ao OGE, preocupam outros donos de certas empresas e outros que receberam dinheiro para inserir certas pessoas na Caixa de Segurança Social das FAA,” realçou.
De acordo com Solyia, as ameaças de morte começaram na semana passada, momento em que se comemorava o 23 de Março, quando recebeu uma ligação de alguém, dizendo que estava a tocar em áreas que não lhe pertencem.
“Após ter o meu telefone retirado em casa, fiz denúncia à Polícia Nacional no Huambo, mas até o momento não obtive resposta, de igual modo, roubaram a placa da minha viatura,” afirmou.
O secretário provincial do PRS garantiu que não vai baixar a guarda nem deixar de denunciar certos assuntos que não vão bem na região.











