Vídeo que "incrimina" activista Osvaldo Caholo pode ter sido editado - Advogado apresentou o mesmo vídeo (completo) com outros contextos que contrariam o do tribunal
Arrancou na manhã desta quarta-feira, 01, pelas 11 horas, no Tribunal de Comarca de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina, a segunda sessão de julgamento do processo número 256, em que é arguido o cidadão (activista) Osvaldo Sérgio Correia Caholo, de 36 anos de Idade, acusado pelos crimes de Rebelião, instigação pública ao crime, e apologia pública ao crime. Os vídeos do activista apresentados pela acusação e pela defesa não são os mesmos, o que levou a juíza a remarcar o julgamento
Por: Carlos Quicuca
A segunda sessão do julgamento do caso Osvaldo Caholo, estava agendada para às 09 horas, com pretensão de ouvirem as testemunhas arroladas no processo e a leitura da sentença, mas dada a demora e a transferência da sala, o julgamento teve o seu início às 11 horas, na quinta secção da sala dos crimes comuns, após ser transferido da oitava secção pela meritíssima juíza Mimosa Timóteo Aragão.
Durante a secção, foi chamada a testemunha Gélson Alsino Mangange.
Questionada sobre o dia da detenção do arguido, a testemunha respondeu que, nesse dia, o arguido apenas perguntou pelo mandado de detenção e pediu um telefonema. De seguida, apareceu a sua esposa e seguiu com os agentes até à esquadra.
Em sede de audiência, foi exibido um vídeo supostamente editado como matéria de prova pelo tribunal, que fazia referência ao dia da manifestação contra a subida dos preços dos combustíveis.
O Julgamento ganhou outros contornos, quando a defesa representada pelo advogado Sérgio Raimundo, trouxe uma pendrive contendo o mesmo vídeo completo, e com outros contextos, contrariando o anterior video apresentado.
O vídeo apresentado pelo tribunal apenas aparece o activista proferindo várias palavras, enquanto que o vídeo trazido pela defesa mostra o arguido a ser entrevistado por um jornalista, demostrando claramente que os videos exibidos na sala de audiência têm contexto totalmente diferentes: um com perguntas e respostas e o outro apenas só com respostas.
Após novas provas apresentadas pela defesa, a juíza perguntou ao acusado se o segundo vídeo foi feito no mesmo dia, o arguido respondeu: "não consigo falar com precisão, meritíssima, pois neste dia fui entrevistado por alguns jornalistas". Dito isto, a juíza pediu um descanso de 5 minutos.
Depois de retomar a sala de audiências, a juíza decidiu continuar com o julgamento, no dia 21 do corrente mês, pelas 10 horas.











