Militar das Forças Especiais com mais de 34 anos de serviço continua soldado no Cabo Ledo: Colegas pedem intervenção urgente dos superiores
Um efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificado como António Domingos Lopes, de 52 anos de idade, actualmente integrado nas Forças Especiais, em Cabo Ledo, conta com mais de 34 anos de serviço, mas continua com a patente de soldado. Os colegas pedem intervenção urgente do Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado e do Ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos, “Liberdade”.
Por: Laurentino Tchatuvela
Segundo colegas que falaram sob anonimato ao Jornal Na Mira do Crime, trata-se de uma situação preocupante, tendo em conta o tempo de serviço, a dedicação e as várias formações militares que ele já realizou ao longo da carreira.
De acordo com a fonte, o militar pertence ao primeiro batalhão e é considerado o mais antigo da unidade.
O interlocutor acrescenta ainda que ele chegou a desistir da corporação, tendo sido posteriormente reconduzido pela Polícia Militar (PM).
“Ele chegou a desistir, mas depois foi capturado pela Polícia Militar e levado para a cadeia do Tombwa, e há sete anos começou a trabalhar. Disseram-lhe que una vez comando, comando para sempre; não pode desistir", disse.
A fonte sublinhou que o militar já formou vários efectivos que hoje ocupam patentes superiores. “Nós que chegámos recentemente já somos primeiros-sargentos, enquanto ele continua soldado”, referiu.
“Ele já recebeu promessas de promoção por parte do Ministério da Defesa, mas até agora nada foi concretizado, situação que o deixa frustrado com tantos anos de serviço”, acrescentou, realçando ainda que existem militares com menos tempo de serviço que já foram promovidos, o que levanta suspeitas de injustiça ou falhas no sistema de progressão na carreira. “Pedimos que o Ministério intervenha nesta situação”, concluiu.











