"Caso Russos"- Lev Matveevich lakshtanov nega todas as acusações e diz que o seu trabalho era apenas "traduzir"
Arrancou na manhã desta quarta-feira, 22, mais uma sessão de julgamento do processo número 224, na terceira secção, da sala dos crimes comuns, que envolve dois arguidos, de nacionalidade russa identificados por Igor Rotchin Mihailovich e Lev Matveevich Lakshtanov, e dois arguidos de nacionalidade Angolana, identificados por Oliveira Francisco, Secretário para a Mobilização da JURA e, Carlos Tomé jornalista da TPA, acusados pelos crimes de associação criminosa e terrorismo.
Por: Cambuta Vieira
A sessão de julgamento foi reservada para audição do arguido Russo, identificado por Lev Matveevich lakshtanov que, na data dos factos, exercia a função de tradutor da língua Russa.
Em sede de audiência, Lev Matveevich lakshtanov, começou por dizer que o seu trabalho era apenas traduzir. E nos documentos a que teve acesso, não continha nenhuma ameaça ao Estado; eram apenas conteúdos analíticos.
Disse também que não se lembra, de facto, das entidades que com ele manteve contacto, sendo que os encontros que teve eram apenas de carácter amigável, sobre a política interna e externa, nunca teve nada a ver com espionagem.
O arguido, em sede de audiência, frisou que nunca teve encontro com o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior.
De recordar que, segundo acusação, os detidos fariam parte de uma organização internacional com o objectivo de desestabilizar Estados e Governos, com particular incidência em África.
A próxima secção de julgamento está marcada para sexta-feira, 24, pelas 09 horas.











